segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Quem quer a relatoria da Lava-Jato no STF?


Lulopetismo: 7 anos de banditismo sem vigilância no Planalto. Tudo para eliminar provas e obstruir a justiça.

Augusto Nunes (Veja.com) revela a verdadeira razão pela qual o Palácio do Planalto ficou sete anos sem câmeras de vigilância. O motivo do sumiço, diz ele, tem nome: Lina Vieira. De fato, é muita bandalheira para pouco espaço - e muita pauta para pouco repórter:


As incontáveis abjeções produzidas pela usina fora-da-lei que funcionou no Planalto por mais de 13 anos não cabem no noticiário jornalístico, tampouco na memória dos brasileiros. O escândalo da vez não fica na vitrine mais que algumas horas. É muita bandalheira para pouco espaço. É muita pauta para pouco repórter. É delinquência demais para um país só. É tanta obscenidade que, nesta segunda década do século 20, o que houve na primeira parece anterior ao Segundo Testamento. Isso ajuda a explicar a curta escala nas manchetes feitas pelo sumiço das câmeras de vigilância do Planalto, assombro divulgado em entrevista a VEJA pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

A remoção dos aparelhos ocorreu no segundo semestre de 2009, informou Etchegoyen. Se tivesse consultado os jornais da época, teria descoberto que o motivo da remoção dos aparelhos teve (e tem) nome e sobrenome: Lina Vieira, secretária da Receita Federal afastada do cargo em agosto daquele ano. Entre a história protagonizada por ela e a entrevista do chefe do GSI passaram-se apenas sete anos ─ e no entanto o resgate do caso parece coisa de arqueologista. Aos fatos. Em 9 de agosto de 2009, numa entrevista à Folha, Lina Vieira fez revelações que escancaram a causa da sua substituição. Fora demitida por honestidade.

Estava marcada para morrer desde o fim de 2008, quando fez de conta que não entendeu a ordem transmitida por Dilma Rousseff, então chefe da Casa Civil, numa reunião clandestina ocorrida no Planalto: “agilizar”a auditoria em curso nas empresas da família do ex-presidente José Sarney. Em linguagem de gente, deveria encerrar o quanto antes as investigações, engavetar a encrenca e deixar em paz os poderosos pilantras. Dilma poderia alegar que não dissera o que disse. Como serial killers da verdade primeiro mentem para só depois pensarem em álibis menos mambembes, resolveu afirmar que a conversa nunca existiu.

Lina pulverizou a opção pelo cinismo com uma saraivada de minúcias contundentes. Contou que o convite para a reunião foi feito pessoalmente por Erenice Guerra, braço-direito, melhor amiga de Dilma e gatuna ainda sem ficha policial. Como confirmou Iraneth Weiler, chefe de gabinete da secretária da Receita, Erenice apareceu por lá para combinar a data e o horário da reunião. Também queria deixar claro que, por ser sigiloso, o encontro não deveria constar das agendas oficiais. ” Em depoimento no Senado, descreveu a cena do crime, detalhou o figurino usado pela protetora da Famiglia Sarney e reproduziu o diálogo constrangedor.

“Foi uma conversa muito rápida, não durou dez minutos”, resumiu. “Falamos sobre algumas amenidades e, então, Dilma me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho de Sarney”. No fecho do depoimento, repetiu a frase com que o abrira: “A mentira não faz parte da minha biografia”. As informações que fornecera permitiriam a qualquer investigador de chanchada esclarecer a delinquência em poucas horas. Mas Franklin Martins, ministro da Propaganda de Lula, achou pouco. “O ônus da prova cabe ao acusador”, declamou. “Cadê as provas?”.

Estão no Palácio do Planalto, reiterou Lina. Como dissera durante a inquisição dos senadores, ela chegou sozinha para o encontro noturno, teve a placa do carro anotada ao entrar pela garagem, passou pelo detector de metais, deixou o nome na portaria, subiu pelo elevador, esperou na sala ao lado de duas pessoas e caminhou pelo andar. “É só requisitar as filmagens”, sugeriu. “Não sou invisível. Não sou fantasma”. Logo se soube que, no sistema de segurança instalado no coração do poder, todo mundo virava fantasma um mês depois de capturada por alguma câmera. Numa espantosa nota oficial, o bando fantasiado de governo confessou que as imagens eram guardadas por 31 dias.

Haviam sido destruídas, portanto, as cenas do entra-e-sai de outubro e novembro de 2008, entre as quais as que registraram as andanças de Lina Vieira. E os registros na garagem? Esses nunca existiram. Como o serviço de segurança à brasileira acredita na palavra dos visitantes, tanto as placas dos carros oficiais quanto a identidade de quem zanza por ali não são registradas em papéis ou computadores. O porteiro limita-se a perguntar ao motorista se há uma autoridade a bordo. Assim, o governo não tinha como atender às interpelações de parlamentares oposicionistas.

Conversa de 171. Acobertados pela mentira, os sherloques a serviço da bandidagem destruíram as gravações. A ex-presidente fantasiada de mulher honrada enquadrou-se, sempre em parceria com Lula, nos crimes de ocultação de provas e obstrução da Justiça. As câmeras foram transferidas para lugar incerto e não sabido. Nunca mais voltaram. Nos sete anos seguintes, os bandidos agiram sem vigilância.

Democratas contra a democracia

Os Clinton: ressentimento dos derrotados.
Os inimigos da liberdade se assanham nos EUA, a começar pelos derrotados democratas, que agora contestam as regras do jogo, isto é, contestam a própria democracia. O ódio a Trump é novo terreno fértil "para plantar as velhas ideias antiliberais, antidemocráticas e anticapitalistas", escreve Alexandre Homem Cristo no Observador:


Começou com a incapacidade de Hillary Clinton em felicitar Donald Trump na noite eleitoral. Prosseguiu com a disseminação (da mentira) de que quem votou em Donald Trump foi a América redneck, desdentada e pouco qualificada. Alastrou-se através da concepção de uma sociedade dividida entre aqueles que votam “bem” e aqueles que votam “mal” – como se a escolha de um representante político não fosse um acto de cidadania livre. Evoluiu com o responsabilizar da Rússia de Putin pela intromissão na campanha eleitoral, conduzindo Trump à vitória. Agravou-se com tomadas de posição de políticos que, desgostando de Trump, contestaram a sua legitimidade – como fez o congressista John Lewis, uma figura histórica da democracia americana e da luta pelos direitos civis. E, por fim, culminou em protestos organizados (e por vezes violentos), onde activistas refutaram o poder legítimo de Trump, contrastando-o com “a verdadeira maioria” que veio à rua. É aqui que estamos: há meio mundo disposto a aceitar quase tudo para tirar Donald Trump da cadeira para a qual foi eleito.

É Trump um factor de instabilidade para a democracia americana e a ordem mundial? Sem dúvida. Mas, do outro lado, o que se ergueu não é menos perigoso. Ostracizar parte da população, empolar manipulações, rejeitar a legitimidade política de quem foi eleito, liderar massas em protesto contra resultados eleitorais. Isto não é uma mera demonstração de mau perder. É, sim, uma contestação às regras, instituições e convenções que definem as repúblicas liberais em que vivemos. E é, em bom rigor, anti-democrático. Toda esta gritaria, alegadamente em nome dos valores democráticos, tem feito pior à democracia do que o próprio Trump.

Vamos ao básico – sustendo a inquietação que suscita termos de dar esse passo atrás. Ao contrário das tiranias, as nossas repúblicas não se definem pelas pessoas que as governam, mas pela aceitação (por parte de todos) das regras de acesso e fiscalização do poder político. Dito de outro modo, a solidez de uma democracia não se avalia só pela forma como se ganha, mede-se sobretudo pela forma graciosa como se perde. Foi esse o alerta que lancei logo na noite das eleições americanas: por mais que não se goste de Trump (e há muito para não gostar), importa reconhecer a sua legitimidade para liderar os EUA. Porque, no acto da concessão de derrota por parte dos adversários, não estão em causa Trump ou Clinton, mas as regras que enquadram o regime – o processo eleitoral, a soberania popular, os freios e contrapesos institucionais. Sim, nessa noite eleitoral, Hillary Clinton não esteve à altura das circunstâncias – como, antes dela, estiveram John McCain ou Al Gore. Mas, pior, é constatar, passados dois meses, que tantos, para contestar Trump, estão disponíveis para questionar o regime que lhes garante as suas liberdades. A maior ameaça à democracia está aí, não em Trump.

Já se sabe que, da direita nacionalista à esquerda revolucionária, encontram-se muitos fãs de Donald Trump. Porque partilham alguns dos seus ideais políticos? Em parte, sim. Mas, no fundamental, para os populistas que celebram o novo presidente americano, o ponto nunca foi Donald Trump em si – as suas ideias, as suas políticas, as suas bandeiras. Interessa-lhes a contestação que ele gera. Encanta-os o enfraquecimento das instituições democráticas, disputadas nas ruas. Agrada-lhes o ambiente de crispação que legitima as críticas populistas e o diagnóstico de fracasso das democracias abertas e liberais. Importa-lhes o entrincheiramento do debate, que dobra as regras institucionais e quebra os consensos sociais estabelecidos. Para eles, quanto pior, melhor. E a campanha já está nas ruas. Numa ponta do mundo, Michael Moore encabeça protestos contra o Colégio Eleitoral e clama em glória que o “verdadeiro poder” está nas ruas. Na outra ponta, Boaventura de Sousa Santos (sempre ele), a propósito de Trump, explica que “a democracia que temos não tem futuro”. Nada de novo – já vimos este filme antes, contra George W. Bush. Hoje, o ódio a Donald Trump é o novo terreno fértil para plantar as velhas ideias anti-liberais, anti-democráticas e anti-capitalistas.

Preparemo-nos, pois, que os anos de Trump serão difíceis. Por causa do óbvio – o próprio Trump, cuja visão proteccionista (na economia), distanciamento para com a União Europeia e dúvidas quanto à relevância da NATO imporão consequências imprevisíveis à Europa (e Portugal). E por causa do menos óbvio – a quantidade de inimigos da liberdade que, apropriando-se dos protestos contra Trump, encontrarão novos militantes para as suas ideias revolucionárias. Já há, felizmente, muita gente a levar os perigos de Trump a sério. Mas ainda há, infelizmente, muito pouca gente acordada para os perigos dos seus inimigos.

América, Churchill e a "corrente de ouro": mudar sem destruir.

"Se a democracia americana tem sido capaz de assimilar tantas mudanças inesperadas, isso deve-se a um quadro de tradições estáveis — a Churchilliana “corrente de ouro” — que permite mudar sem destruir". Do professor João Carlos Espada, no Observador:


Já tudo terá sido dito sobre a semana política que (felizmente já) passou. De certa forma, ela exprimiu alguns dos mais entediantes traços das modas culturais que nos rodeiam: o culto das celebridades e da vulgaridade daquilo que dizem energicamente; o culto da mudança radical e da inovação, da celebração do futuro em ruptura com o que alcançámos no passado; o culto do entusiasmo e da exaltação, por contraste com a serenidade, a cortesia e as boas maneiras.

Isto, creio, é o que pode ser dito educadamente sobre o discurso de tomada de posse do Presidente Donald Trump. E é também o que pode ser dito educadamente sobre os discursos das celebridades (e das massas) que desfilaram contra ele em Washington (e não só) no sábado a seguir à tomada de posse. Seria uma triste sina ter de escolher entre um estilo e o outro — ambos por sinal bastante semelhantes, ainda que opostos.

Mas não houve só isso, em Washington, na semana passada. Houve também — e creio que acima de tudo — a solenidade ancestral da transferência de poderes, pacífica e cortês, numa das mais antigas democracias do mundo. O Presidente Trump jurou sobre a Bíblia fidelidade à Constituição americana — tal como fizeram os seus predecessores desde George Washington. E, no almoço que se seguiu à cerimónia, revelou ser capaz de estimável contenção e “fair play”: simplesmente destacou e agradeceu a presença do casal Clinton.

São estas antigas regras da democracia que permitiram a eleição do Presidente Trump — que, recorde-se, foi eleito como candidato republicano sem na verdade ter anteriormente pertencido ao partido republicano e sem nunca ter desempenhado qualquer cargo político. Foram essas mesmas antigas regras que permitiram há oito anos a eleição do primeiro presidente negro americano — menos de duas gerações depois da batalha pela plena universalidade dos direitos civis na América.

Por outras palavras, se a democracia americana tem sido capaz de assimilar tantas mudanças inesperadas, isso deve-se a que a mudança ocorre num quadro de tradições estáveis. Por outras palavras ainda, grandes mudanças são possíveis na América porque elas não precisam de recorrer à Revolução — ou àquilo que no continente europeu se designa excentricamente por “mudança de regime”.

Esta é a benção que distingue as democracias mais antigas. Esta é a benção que devemos destacar nos tempos conturbados que enfrentamos. E é em torno dela que devem reunir-se as vozes diferentes, tantas vezes rivais, que em comum partilham a defesa da tradição ocidental da liberdade sob a lei.

Foi neste sentido um sinal positivo que o Presidente Trump, poucas horas depois de tomar posse, tivesse voltado a colocar o busto de Winston Churchill na sala oval. Churchill, cuja mãe era americana, tinha alergia a revoluções e acreditava que a ausência delas era um dos principais distintivos dos povos de língua inglesa. Disse ele sobre a filosofia política de seu pai, Lord Randolph Churchill:

“Ele [Lord Randolph Churchill] não via razão para que as velhas glórias da Igreja e do Estado, do rei e do país, não pudessem ser conciliadas com a democracia moderna; ou por que razão as massas do povo trabalhador não pudessem tornar-se os maiores defensores destas antigas instituições através das quais tinham adquirido as suas liberdades e o seu progresso. É esta união do passado e do presente, da tradição e do progresso, esta corrente de ouro [golden chain], nunca até agora quebrada, porque nenhuma pressão indevida foi exercida sobre ela, que tem constituído o mérito peculiar e a qualidade soberana da vida nacional inglesa.”

Numa época em que as modas celebram a inovação e a ruptura, talvez não fosse pior voltar a cultivar as estáveis tradições — a Churchilliana “corrente de ouro” — que permitem mudar sem destruir.

Terrorismo sem fronteiras: a nova ameaça global.

Os bárbaros do terrorismo islâmico já infestam o Afeganistão, o Iraque, a Síria e a Turquia, onde seus "lobos solitários" agem quase na impunidade. Países europeus já foram alvo dos malditos do Estado Islâmico e a violência campeia também nos países árabes. Os EUA, por sua vez, continuam sendo  o alvo prioritário. Artigo de Ricardo Angoso no Blog de Montaner:


Afganistán, Irak, Siria y Turquía son los países más afectados por esta auténtica plaga. En Afganistán, los talibán han conseguido llevar el terror a las ciudades y ya controlan estratégicos territorios en el país, constituyendo una verdadera amenaza para el ejecutivo de Kabul que apoyan los Estados Unidos y una coalición internacional principalmente sostenida por los aliados europeos de Washington en la guerra.

El Estado Islámico ataca con dureza en Irak, Siria y Turquía, donde los “lobos solitarios” actúan casi en la impunidad y donde existen células organizadas de estos grupos. Territorialmente, el Estado Islámico se extiende entre Irak y Siria, aunque en los últimos tiempos ha recibido duros golpes, como la pérdida de Mosul, y la intervención internacional, principalmente rusa, en apoyo del ejecutivo de Damasco, le ha hecho perder su carácter ofensivo y expansivo. El Estado Islámico también ha llevado el terror a las calles de París, Niza, Bruselas y Berlín, detectándose su presencia en otras partes de Europa y sin descartar próximas acciones en este año. Estados Unidos, más alejado geográficamente de los escenarios de conflicto pese a su implicación en los mismos, también es un objetivo prioritario de las organizaciones terroristas de ideología islamista radical.

TURQUÍA, EN EL PUNTO DE MIRA DEL TERRORISMO KURDO

En lo que respecta a Turquía, aparte del Estado Islámico hay que reseñar la presencia del Partido de los Trabajadores del Kurdistán (PKK) y los Halcones del Kurdistán, dos organizaciones que se levantaron en armas contra Turquía en defensa de los derechos de la importante minoría kurda -entre 20% y 30% del censo turco- y que aspiran a la creación de una entidad política independiente en la que vivan todos los kurdos de la región.

El conflicto de Kurdistán hunde sus raíces en la década de los ochenta, cuando se fundó el PKK pero tiene sus orígenes reales tras la defunción del Imperio Otomano, en que las potencias occidentales a través de una serie de acuerdos, como el Tratado de Sévres, preveían la formación de una entidad política nacional kurda, algo que más tarde fue rectificado y anulado, entregando los territorios señalados para ese supuesto Estado a la nueva Turquía emergente tras la Primera Guerra Mundial.

Los kurdos, repartidos fundamentalmente entre Irán, Irak, Siria, Turquía y, en menor medida, Armenia, veían frustradas sus aspiraciones nacionales y muy pronto estallarían episodios de violencia contra los Estados en que quedaban encuadrados muy a su pesar y sin haber contado con ellos. En total, según los cálculos más optimistas podría haber en la región entre treinta y treinta y dos millones de kurdos, una bomba de relojería que ya ha estallado en Siria, donde la guerrilla kurda se ha atrincherado en el norte del país justo en la frontera con Turquía, Irak, donde ya goza de un “Estado” de facto también en la frontera turco-iraquí y hasta casi la mitad del país, y ahora en Turquía.

VIOLENCIA TAMBIÉN EN CASI TODO EL MUNDO ÁRABE

Para ir concluyendo, hay que reseñar que otros países árabe sufren la violencia terrorista desde hace algunos años, destacando especialmente el Argelia, Líbano, Libia, Egipto y Túnez. En todos los casos, demostrándose con ello que las principales víctimas del terrorismo islamista son musulmanes, el origen de estos grupos es el mismo: organizaciones radicales religiosas que tratan de hacerse con el poder por la fuerza y que desdeñan a los regímenes supuestamente aliados de los occidentales en esa región.

Argelia hace más de dos décadas que sufre la violencia islamista radical, que la sumergió en una terrible guerra civil con sus miles de muertes y gravísimas violaciones de derechos humanos, y el país nunca se ha recuperado del todo. El turismo es inexistente, mientras que la economía está dominada por el peso de las comodities, principalmente gas y petróleo, al tiempo que el gobierno es uno de los peores de la región, una autocracia dominada por el veterano dictador Abdelazi Bouteflika y apoyada por un Occidente que muchas veces no mira más allá de sus espurios intereses económicos.

En Líbano, por ejemplo, el grupo chiíta y proiraní Hizbulá tiene secuestrados al Estado y a la sociedad libanesas, manteniendo como rehén a todas las instituciones mientras haga valer su fuerza, sin que por ello haya renunciado a la violencia como instrumento de hacer política y desafiando abiertamente a las fuerzas democráticas de esta nación. Ha estado detrás del asesinato de varias líderes políticos, seguramente en connivencia con los servicios secretos sirios que operan en el país de los cedros, como el ex primer ministro Rafiq Hariri, y es un grupo armado que opera como un partido-milicia ajeno al control de las fuerzas de seguridad libanesas. También apuesta por la destrucción de Israel, a quien ataca periódicamente usando misiles de corto alcance que les proporcionan los iraníes, y apoya a los grupos más radicales palestinos, como Hamas. Asegura tener 100.000 misiles listos para atacar a la que denominan como la “entidad sionista”, o sea Israel, y se han implicado en la guerra siria sosteniendo al carnicero de Bagdad, el presidente Bashar al-Asad.

Libia, tras verse contagiada por la frustrada “primavera árabe”, acabó envuelta en una guerra civil en la que se enfrentan varias facciones, entre ellas el Estado Islámico, y que son incapaces de llegar a un acuerdo que ponga fin a la sangría que vive este país desde el derrocamiento del dictador libio Muammar Gaddafi. Los ataques terroristas, junto con algunos hechos de la barbarie propia del Estado Islámico, que ha llegado a degollar a decenas de cristianos coptos, sigue presente en el país y Libia es hoy, por obra y gracias del desorden promovido por los occidentales tras la caída de Gaddafi, un paradigmático ejemplo de lo que se define como un Estado fallido.

Egipto también padece los efectos del terrorismo, aunque en los últimos tiempos parece haber decrecido, quizá por la imposición de un régimen militar que persigue al islamismo radical sin piedad y sin desdeñar la violación sistemática de los derechos humanos. Eso, sin embargo, no ha evitado que el turismo haya desaparecido a merced de algunos ataques terroristas contra objetivos turísticos y que la violencia contra los cristianos haya seguido su curso imparable (por cierto, ¿quién denuncia esta práctica en el mundo árabe?). Y, finalmente, Túnez también ha sufrido algunos ataques terroristas que han acabado con su industria turística y el país parece que es el único que camina por la dirección democratizadora tras la mal llamada “primavera árabe”. ¿Será así? El tiempo nos dirá. Dejo para otra nota el caso de Israel, siempre en el punto de mira del fanatismo islamista más radical y de los grupos palestinos más brutales.

Atenção, imprensa esquerdista: até agora, Trump demonstrou que sabe o que faz.

Artigo de José Carlos Rodríguez, publicado em Libertad.org, ressalta alguns pontos já observáveis na administração que o presidente Donald Trump inicia - todos bem longe da visão apocalíptica dos nostálgicos do meloso Obama:


En el acto inaugural de la presidencia de Richard Nixon, el 20 de enero de 1969, la caravana que conducía al presidente electo hacia el Capitolio fue recibida a pedradas. Este fue el último acto de violencia en la inauguración de una administración y desde entonces Estados Unidos ha tenido 48 años de inauguraciones pacíficas.

La violencia política siempre está precedida por discursos que la justifican, y una parte de los críticos con Donald Trump ya han ofrecido los motivos para ejercerla. Al Sharpton, un pastor negro que es un referente moral del Partido Demócrata, ha llamado a oponerse al Gobierno de Trump desde la desobediencia civil, un método que yo siempre defiendo. Él, además, lo ha ejercido durante años, ocultando al fisco millones de dólares de su inmensa fortuna. Pero Sharpton no se ha quedado ahí: ha llamado a utilizar “toda la fuerza necesaria” para impedir su toma de posesión.

Mientras la izquierda estadounidense sigue con sus conflictos con el sistema democrático, el de Estados Unidos sigue su curso. Todo el mundo está pendiente de despejar la gran incógnita de la ecuación Donald Trump. ¿Cómo será como presidente de Estados Unidos? Ya tenemos algunos datos con los que podemos hallar la respuesta con creciente seguridad.

En el sistema político estadounidense, el presidente es el jefe de la administración, pero cada una de las personas que elige para liderarla tiene que tener el visto bueno del Senado, que se emplea a fondo en ponerles a prueba. Los senadores demócratas se han propuesto cobrarse aquí la primera victoria frente a Donald Trump, pero por lo visto van a tener que esperar. Rex Tillerson (Estado), James Mattis (Defensa), Jeff Sessions (Fiscal general), Ben Carson (Vivienda), Andy Puzder (Empleo)… sin apenas un desliz, y ninguno importante, todos están demostrando una gran profesionalidad y que están a la altura de su cometido. Además de las sesiones públicas, han mantenido más de 300 reuniones con sus equipos y con casi todos los senadores. Están informados sobre los temas que les competen, y no tienen ningún cadáver en el armario; no son un Clinton.

En materia de Defensa y Exteriores, lo que se observa es un realismo tranquilizador, después de los idealismos neoconservadores con Bush y con Obama. Tillerson tiene sus propios criterios, que no son ni los de Trump ni los de un posterboy de Rusia. Dice que se deben mantener las sanciones contra ese país, y que Europa tiene motivos para estar preocupada por la agresiva política de Moscú. Tampoco cree que sea necesario un rearme nuclear de los aliados de Estados Unidos, ni que sea necesario, o conveniente, registrar a los musulmanes en casa. De James Mattis me parece revelador que dijera: “La historia no es una camisa de fuerza; pero no he encontrado mejor guía para el futuro camino que estudiar las historias”. No son las palabras de alguien que quiera sustituir la realidad por ideología. Y ha recuperado el viejo tema de la Ciudad sobre la Colina para decir que la fuerza no es el único poder que debe ejercer su país. El otro es la ejemplaridad para inspirar a otros.

Ya en casa, lo que caracteriza a parte de miembros del Gabinete de Trump es el entusiasmo por la reforma, por introducir cambios significativos, por lo general radicales y razonables a un tiempo. Betsy DeVos (Educación) ha defendido el cheque escolar y las escuelas chárter, y su lógica es fácil de entender: imponemos una regulación para conseguir unos objetivos, pero damos a la escuela libertad para lograrlos sin que asuma toda la regulación. Cuando el senador comunista Bernie Sanders le preguntó si defendía la educación gratuita, DeVos le respondió: “Nada en la vida es del todo gratis”. Rick Perry, el hombre que se olvidó de qué departamento quería eliminar, ha recuperado la compostura y su programa de eliminar nada menos que el de Energía, que él mismo va a dirigir.

Mientras los medios nos explican lo bien que les hace sentir Obama, con su encantadora sonrisa y sus melosas palabras, y lo incómodos que se sienten con Trump, la política de verdad sigue su curso, y por el momento muestra que el 45º presidente de Estados Unidos sabe lo que hace. La hipótesis Duterte, la de que Donald Trump sea un loco peligroso como el que está al frente del Gobierno de Filipinas, parece descartable.

Homologar ou não? Para Cármen Lúcia, eis a questão.

A presidente do STF terá que decidir se homologa ou não as delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht, que estão em fase final no gabinete de Teori Zavascki. Qualquer que seja a decisão, ela terá consequências importantes na operação Lava-Jato. Leiam as observações de Merval Pereira (jornal O Globo):


Passados os primeiros dias de dor e luto, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmem Lucia, terá pela frente uma primeira decisão que pode ser fundamental para sinalizar à opinião pública que a Operação Lava Jato não sofrerá quebra de continuidade com a morte do ministro Teori Zavascki. E não é a decisão sobre quem herdará os processos do ministro falecido.

Ela terá que decidir se homologa, mesmo fora do recesso do Judiciário que termina em 31 de Janeiro, as delações premiadas dos executivos da empreiteira Odebrecht que estão em fase final no gabinete do ministro que era o relator da Lava Jato no STF, sem esperar a nomeação do novo relator.

Os juízes auxiliares e os servidores do gabinete estavam trabalhando durante o recesso para fazer a análise das delações, para que o material pudesse estar pronto para ser homologado em fevereiro, na volta do recesso. Nesse período, estão sendo ouvidos os executivos em diversos Estados para comprovar que fizeram as delações sem coações e assistidos por advogados.

O filho de Teori Zavascki confirmou que o pai estava disposto a homologar as delações logo nos primeiros dias de fevereiro, o que faz supor que ele esperava que todo o material estaria pronto ao final de janeiro. A ministra Carmem Lucia pode, de acordo com o regimento, chamar a si a homologação das delações. Mesmo fora do recesso.

Segundo o artigo 68, “Em habeas corpus, mandado de segurança, reclamação, extradição, conflitos de jurisdição e de atribuições, diante de risco grave de perecimento de direito ou na hipótese de a prescrição da pretensão punitiva ocorrer nos seis meses seguintes ao início da licença, ausência ou vacância, poderá o Presidente determinar a redistribuição, se o requerer o interessado ou o Ministério Público, quando o Relator estiver licenciado, ausente ou o cargo estiver vago por mais de trinta dias.§ 1º Em caráter excepcional poderá o Presidente do Tribunal, nos demais feitos, fazer uso da faculdade prevista neste artigo”.

Diante da perplexidade que tomou conta do país com a morte trágica do ministro-relator da Operação Lava Jato, e para desfazer quaisquer dúvidas na opinião pública de que o combate à corrupção será afetado, a presidente pode, provavelmente a requerimento do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que abreviou sua permanência na Suíça para estar presente no velório de Zavascki, homologar as delações premiadas da Odebrecht, liberando o material para os procuradores da República e a Polícia Federal começarem as investigações.

Seria uma homenagem póstuma ao ministro Teori Zavascki. O Supremo Tribunal Federal, depois da homologação, não tem atuação direta no caso, e a substituição de Zavascki no Tribunal e na 2ª Turma poderá ser feita sem atrasar excessivamente os processos da Lava Jato.

A ministra Carmem Lucia deve pesar, no entanto, os aspectos políticos de sua decisão. Qualquer que seja o relator escolhido, pode se sentir desprestigiado, além de que pode ser acusada de querer o protagonismo do momento político.

Continua sendo o mais provável que a redistribuição dos processos sobre a Lava Jato seja feita para a 2ª Turma, e não é necessário que ela esteja completa para que isso aconteça. O sorteio eletrônico pode ser feito entre os quatro remanescentes da Turma preventa – responsável pelo processo – Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ou pode haver um acordo para que um ministro da 1ª Turma se transfira para a 2ª Turma, nesse caso herdando os processo de Zavascki.

A prioridade se dá através da antiguidade, e o mais antigo, ministro Marco Aurélio Mello, já declara não desejar mudar de turma. Pela ordem, serão consultados os ministros Luis Fux, Rosa Weber, Luis Roberto Barroso e Luis Edson Facchin. O que não é previsível, pois quebraria o regimento, é indicar diretamente o decano Celso de Mello para ser o sucessor de Zavascki, como sugerem alguns.

Caso a presidente Carmem Lucia decida distribuir os processos sorteando entre os quatro ministros da 2ª Turma, o novo ministro que será indicado pelo presidente Michel Temer para substituir Teori Zavascki não será o relator, mas continuará participando das decisões sobre a Operação Lava Jato.

Empresas vermelhas

Quando a Lava-Jato chegar às empresas vermelhas, os cidadãos conhecerão os descalabros do PT junto a ditaduras africanas e bolivarianas. Elas foram erigidas para manter o partido indefinidamente no poder. Texto de Denis Rosenfield no Estadão:


A intrincada e vasta trama de relações entre o PT, o Estado e as empreiteiras, revelada pela Lava Jato, mostra uma face do capitalismo brasileiro que só com muita dificuldade pode ser considerada expressão de uma economia de mercado. O partido sempre se caracterizou doutrinariamente por ser socialista, contra o lucro e a economia de mercado, que, segundo ele, deveriam ser controlados estritamente. Resultado disto foi, por exemplo, o fracasso do programa de concessões, por causa, principalmente, das tentativas de controle do lucro, considerado um mal. 

Da mesma maneira, as privatizações foram objeto de opróbrio, pois o Estado deveria ser onipresente. Tudo o que cheirava a “privado” deveria ser simplesmente descartado. Aliás, além de ser um ativo interventor na economia, o Estado deveria também ter protagonismo econômico. Dentre suas tarefas, deveria promover empresas estatais e privadas, que seriam as campeãs nacionais. 

Do ponto de vista das relações internacionais, tivemos uma escolha igualmente socialista, privilegiando parceiros como os países bolivarianos e africanos. Lá também as empresas obedecem aos ditames do Estado-partido, algo que certamente aparecerá com os desdobramentos da Lava Jato. 

Ora, essa ideologia, esboçada aqui em alguns de seus traços, teve como instrumento empresas que se prestaram a esse serviço de olho em lucros volumosos, possíveis somente pelas escolhas partidárias feitas. Denominemos essas empresas de “vermelhas”. 

Em que consistia a sua função, do ponto de vista partidário? Em financiar o projeto socialista. Ou seja, empresas símbolos do capitalismo brasileiro voltaram-se para a implementação de um projeto que, em tudo, contraria os princípios de uma economia de mercado, da concorrência e do respeito aos contratos. Lucro, para elas, só servia se fosse astronômico e baseado numa escolha política. Não seria o resultado do menor preço de seus produtos num mercado concorrencial. 

Enfim, o PT abominava o lucro, mas produzia lucros exorbitantes para as empresas que o financiavam. E quem pagava a conta, evidentemente, eram os cidadãos e as empresas – não vermelhas, claro – por meio do pagamento de seus impostos. 

Não deixa de ser interessante o paradoxo: empresas vermelhas financiavam um projeto socialista, que por definição seria contra os princípios que regem uma economia de mercado e, em tese, deveriam nortear a atuação de qualquer empresa.

As empresas “selecionadas”, contudo, não precisariam obedecer aos princípios do capitalismo. Elas se situariam fora dessa órbita, devendo minar seus próprios critérios e valores. O discurso anticapitalista petista concordava unicamente com os “princípios” dessas empresas, as vermelhas. A “coerência” seria preservada! A cor e a estrela continuariam a brilhar.

O preço de tal distorção ideológica foi a subversão completa dos princípios da economia de mercado. Listemos alguns. 

A intervenção estatal, no segundo mandato de Lula e nos dois de Dilma Rousseff, foi erigida em dogma, não admitia nenhuma contestação. Caberia ao Estado determinar margens de lucro em concorrências públicas e atender, de forma privilegiada, às empresas que se prestassem aos seus desígnios socialistas e estatizantes. Chegou-se ao extremo de determinar as tarifas de energia elétrica, produzindo um déficit que até hoje prejudica as empresas do setor. Mas o Estado petista tudo sabia... Deu no que deu!

O lucro, conforme observado, foi considerado algo a ser evitado, uma espécie de chaga que não deveria ser tocada. Entretanto, as empresas vermelhas, as que financiavam o projeto socialista, ditavam os seus preços, em conluio entre si, onerando o cidadão brasileiro e tratando Estado como objeto de seu butim. Tudo isso seguindo as orientações estatais e partidárias. 

A livre-iniciativa foi outro princípio completamente pervertido, pois livre era apenas o intervencionismo estatal. As empresas eram previamente escolhidas tanto para participar das concorrências públicas quanto na seleção das que deveriam ser declaradas vitoriosas nessa curiosa expressão do “capitalismo” brasileiro.

Observe-se que não se trata simplesmente de um capitalismo de compadrio, aquele que favorece determinados grupos que não pretendem seguir as regras da livre concorrência; mas de um projeto político que procurava subverter de dentro os princípios e valores de qualquer economia de mercado. Ou seja, empresas vermelhas deveriam pôr-se a serviço da instauração gradativa de uma sociedade socialista. 

Para essas empresas e para o projeto estatizante petista não valeriam as regras de uma economia concorrencial, aquela em que as empresas vencedoras, as que se afirmam no mercado, são as que se destacam pelo mérito, pela competitividade e pela inovação.

Um dos princípios sagrados de uma economia de mercado consiste no respeito aos contratos e na segurança jurídica. Ora, o projeto petista desembocou na mais completa insegurança, em que apenas as empresas vermelhas tinham a segurança de investir, visto que seus contratos eram sistematicamente alterados para auferirem maiores lucros. As demais ficavam à mercê do arbítrio.

Há, ainda, todo um novo capítulo do que está por vir, quando a Lava Jato passar a investigar mais sistematicamente as conexões dessas empresas com certos países africanos e bolivarianos. A operação passará a revelar como os governos petistas serviram para o enriquecimento ilícito de seu partido e de seus integrantes, alguns até ficaram milionários. 

Será a “Operação Angola”, que projetará uma nova luz sobre as empresas vermelhas e o modo de atuação do PT, corrompendo governos estrangeiros e fazendo lá o que fizeram aqui. Desnudar-se-á, então, toda uma trama de relações em que os discursos de solidariedade se mostrarão como mera encenação, um disfarce do vermelho que a tantos encantou.

Perdido, o PT mergulha na ficção.

A corja "intelectual" do partido totalitário apresenta propostas para o seu 6º Congresso Nacional. Vêm aí elucubrações requentadas e algumas ficções sobre a corrupção. Divirtam-se com o editorial do Estadão:


Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva dá tratos à bola para se livrar da cadeia, os intelectuais petistas preparam propostas para “resgatar” a imagem do PT, a serem apresentadas ao 6.º Congresso Nacional do partido, marcado para abril. Nesse contexto, duas questões se destacam: a que é objeto dos textos Balanço de Governo Estrutura e Funcionamento, voltados para uma avaliação crítica da atuação do PT desde a primeira eleição de Lula à Presidência da República, e Luta Contra a Corrupção, dedicado à análise dos desvios éticos dos petistas desde que chegaram ao poder. Trata-se, de um lado, de elucubrações requentadas sobre o papel da esquerda na política brasileira. De outra parte, a que cuida de corrupção, todo o conteúdo também é puramente ficcional.

Para entender melhor a enrascada em que o PT está metido desde que o povo brasileiro descobriu quem são de verdade Lula e sua turma, convém rememorar os primórdios da fundação daquele que se propunha a ser “o” partido dos trabalhadores. Empenhados no combate à ditadura militar, intelectuais de esquerda, aliados a setores ditos “progressistas” da Igreja Católica, chegaram à conclusão, em meados dos anos 70, de que precisavam de alguém que personificasse a luta pela democratização do País e que este papel era perfeito para um jovem e aguerrido líder sindical que então se destacava no comando da elite do movimento operário: Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Naquela época Lula não queria nem ouvir falar de política e políticos, pelos quais nutria indisfarçável desprezo, comparável apenas ao que dedicava a intelectuais e acadêmicos. Mas logo descobriu que a liderança de um partido político “de operários” lhe cairia bem, até porque estava certo – como demonstrou acima de qualquer dúvida – de que não teria nenhuma dificuldade para enquadrar devidamente os “professores” que imaginavam poder manipulá-lo.

Durante mais de 20 anos, o PT lutou contra tudo e contra todos, inclusive contra a Constituição de 1988, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e, principalmente, contra a economia de mercado. Até que Lula se deu conta de que estava tudo errado, mas com o próprio PT. E que, para ganhar uma eleição presidencial – a terceira que disputaria, em 2002 –, era preciso fazer aquilo que hoje, no documento Estrutura e Funcionamento, a esquerda petista critica: “deslocou-se para o centro” e “deixou vago o espaço político de esquerda”. O instrumento dessa guinada foi a famosa Carta ao Povo Brasileiro, por meio da qual – denuncia agora o documento Balanço de Governo – Lula propôs “um pacto de não agressão em relação aos capitalistas” e, em vez da “ruptura” até então defendida pelo PT, optou por promover programas sociais “sem confrontar o capital”.

Fica claro, assim, que a esquerda do PT continua mais bolivariana do que nunca e defende para o Brasil a mesma “ruptura” com a economia de mercado que colocou Cuba e Venezuela onde estão hoje. Para esses salvadores da Pátria nostálgicos dos anos 50 do século passado, o Brasil precisa de um regime “democrático” totalmente controlado pelo Estado, com “proibição de bancos privados, limites regionais para propriedades rurais”, além, é claro, de um bom controle da mídia por meio da criação de um “Fundo de Defesa da Liberdade de Imprensa e do horário sindical gratuito na TV”.

Essa é uma pregação até capaz de ainda animar corações e mentes de jovens sonhadores, generosos e mal informados. E assim esse ideário poderá voltar ao programa partidário. O mais difícil, na verdade, impossível, é o PT chegar a um acordo sobre o tema “Combate à Corrupção”. A ideia é criar um “tribunal de honra” no qual personalidades do partido sejam julgadas internamente por eventuais transgressões éticas e legais. Dá para imaginar Lula sentado no banco dos réus desse tribunal?

O notório Marco Aurélio Garcia, um dos donos do partido que cultivam irrepreensível fidelidade ao Grande Chefe, deu o recado: “O 6.° Congresso do PT não é um tribunal nem será ocasião para um ajuste de contas mesquinhas entre tendências”. Perfeitamente claro.

domingo, 22 de janeiro de 2017

A histeria "progressista" dos privilegiados do obamismo

Nos primeiros dias da presidência Trump, houve um tropel de bem-pensantes, feministas, artistas,ativistas LGBT, drogaditos e outros representantes da escória politicamente correta contra o presidente Donald Trump. Seu único objetivo é não perder os privilégios acumulados durante oito anos de marxismo cultural do governo Obama. Artigo de Nicolás Márquez:


Estados Unidos sociológicamente está pasando sin dudas un mal momento. Los ocho años de marxismo cultural instalado por un socialista demagogo como Barack Obama no pasaron inadvertidos, y gran parte de la sociedad acentuó su envilecimiento en usos, costumbres, hábitos y valores.

Que cientos de miles de malos perdedores marchen para repudiar a un gobierno que aun ni siquiera empezó a gobernar, habla pésimo de los tiempos que se viven en el seno de la sociedad norteamericana.

Estos mismos quejumbrosos nada hicieron cuando el patán saliente apoyaba el plebiscito que auspiciaba la impunidad de las FARC, cedía ante el terrorismo islámico o se mimaba con los tiranos Fidel y Raúl Castro, otorgándoles a sendos genocidas vergonzosos beneficios a cambio de nada.

En efecto, hace apenas unas horas un frondoso tropel de bienpensantes, feministas, activistas LGBT, vagos subsidiados, ecologistas, drogadictos presuntos, abortistas y toda una escoria social signada por el resentimiento, la progre-corrección o por el temor parasitario a perder sus privilegios, ha demostrado portar un profundo desprecio por el resultado reciente de las urnas conforme el sistema electoral e institucional obrante en el mismo país que supo ser el freno por antonomasia a los principales males que padeció el mundo durante el trajinado Siglo XX.

Por supuesto, estas infelices comparsas no operan solas sino digitadas o financiadas por criminales como George Soros y fogoneadas de modo explícito tanto por la hegemónica prensa progresista como por la farandulería hollywoodense, no sin el concurso de la pornócrata Madonna como lideresa de tan glamorosa y prostibularia peregrinación.

Guste o no a la hipocresía oficial hoy preside el país más importante del mundo Donald Trump, quien si bien no habrá sido un asceta ortodoxo en su vida personal, demostró sobradamente tener agallas para desafiar (y derrotar) al endemoniado consenso socialdemócrata y a la vez contar con la inteligencia de saberse rodear de un gabinete de asesores de primer nivel: hombres rectos de reputación moral y académica irreprochable.

Contra todo pronóstico, la parte sana de los Estados Unidos en particular y de la civilización occidental en general hoy cuenta con una esperanza y una preciosa posibilidad de revertir la embestida y degradación que se viene padeciendo a escala global desde hace un cuarto de Siglo.

A las oportunidades hay que saber aprovecharlas. Trump pareciera estar a la altura de las circunstancias y no se caracteriza por ser una persona a la que le tiemble el pulso a la hora de tomar decisiones audaces ni a la que le guste perder el tiempo con diálogos imbéciles. En suma, su triunfo fue una pésima sorpresa para la progredumbre internacional y una excelente noticia para las fuerzas vivas de la reacción.

O politicamente correto é retrógrado

Alberto Benegas Lynch, professor do Instituto Cato, faz uma crítica devastadora do politicamente correto, esse vício dos autoproclamados "progressistas", que, na verdade, assumem uma posição conservadora no pior sentido, além de intolerante:


Como nuestra ignorancia es enorme, la forma de reducirla consiste en abrir debates en todas direcciones al efecto de poder refutar lo anterior y avanzar en la buena dirección. En otros términos, la faena del intelectual estriba en convertir lo políticamente imposible en políticamente posible. Esto se lleva a cabo en el plano de las ideas, mostrando las ventajas de dejar atrás lo inconveniente para adoptar lo mejor.

Todos los buenos descubrimientos siempre comenzaron con un sueño que parecía imposible. Como ha escrito John Stuart Mill “todas las buenas ideas pasan por tres etapas: la ridiculización, la discusión y la adopción”. En otros términos, el progreso está indisolublemente atado a la creatividad y al esfuerzo por correr el eje del debate hacia mejores metas, hacia objetivos de una mayor excelencia, a la curiosidad por explorar lo que aparece como mejor, en definitiva por apartarse de la trampa del status quo, al coraje moral por diferenciarse del espíritu rabiosamente conservador.

Los debates abiertos de par en par sin restricción alguna permiten confirmar lo que está bien y revisar todo lo que se estima está mal o que puede mejorar la marca. Lo políticamente correcto encaja cerrojos mentales que no permiten ver más allá de la nariz acorde con los perezosos para cambiar, a saber, los que se oponen al progreso que inexorablemente se traduce en cambio.

Pues bien, como queda dicho, el lenguaje “políticamente correcto” significa quedarse estancado y paralizado en lo que es sin percatarse lo que debe ser, lo cual significa imposibilitar que se suba la vara con lo que en verdad se renuncia a lo esencial de la condición humana cual es el pensamiento. Recordemos el lema de la Royal Society de Londres: nullius in verba, es decir, no hay palabras finales…en ningún tema.

El lenguaje “políticamente correcto” está íntimamente vinculado a un concepto errado de lo que significa la discriminación. En este sentido reitero parcialmente lo que hemos consignado antes en cuanto a intentar que se despeje la aludida confusión semántica.

Según el diccionario, discriminar quiere decir diferenciar y discernir. No hay acción humana que no discrimine: la comida que elegimos engullir, los amigos con que compartiremos reuniones, el periódico que leemos, la asociación a la que pertenecemos, las librerías que visitamos, la marca del automóvil que usamos, el tipo de casa en la que habitamos, con quien contraemos nupcias, a que universidad asistimos, con que jabón nos lavamos las manos, que trabajo nos atrae más, quienes serán nuestros socios, a que religión adherimos (o a ninguna), que arreglos contractuales aprobamos y que mermelada le ponemos a las tostadas. Sin discriminación no hay acción posible. El que es indiferente no actúa. La acción es preferencia, elección, diferenciación, discernimiento y, por ende, implica discriminar.

Esto debe ser nítidamente separado de la pretensión, a todas luces descabellada, de intentar el establecimiento de derechos distintos por parte del aparato estatal que, precisamente, existe para velar por los derechos y para garantizarlos. Esta discriminación ilegítima echa por tierra la posibilidad de que cada uno maneje su vida y hacienda como le parezca adecuado, es decir, inhibe a que cada uno discrimine acerca de sus preferencias legítimas. Otro modo de referirse a este uso abusivo de la ley es simple y directamente el del atropello al derecho de las personas.

La prueba decisiva de tolerancia es cuando no compartimos las conductas de otros. Tolerar las que estamos de acuerdo no tiene mérito alguno. En este sentido, podemos discrepar con las discriminaciones, elecciones y preferencias de nuestro prójimo, por ejemplo, por establecer una asociación en la que solo los de piel oscura pueden ser miembros o los que tienen ojos celestes. Allá ellos, pero si no hay violencia contra terceros todas las manifestaciones deben respetarse, no importa cuan ridículas nos puedan parecer.

Curiosamente se han invertido los roles: se tolera y alienta la discriminación estatal con lo que no le pertenece a los gobiernos y se combate y condena la discriminación que cada uno hace con sus pertenencias. Menudo problema en el que estamos por este camino de la sinrazón, en el contexto de una libertad hoy siempre menguante.

Parece haber una enorme confusión en esta materia. Por un lado, se objeta que una persona pueda rechazar en su propia empresa la oferta laboral de una mujer embarazada o un anciano porque configuraría una “actitud discriminatoria” como si el titular no pudiera hacer lo que estima conveniente con su propiedad. Incluso es lícito que alguien decida contratar solo a quienes midan más de uno ochenta. Como es sabido, el mercado es ciego a religiones, etnias, alturas o peso de quienes se desempeñan en las empresas, por tanto, quien seleccione personal por características ajenas al cumplimiento y la eficiencia pagará el costo de su decisión a través del cuadro de resultados, pero nadie debiera tener el derecho de bloquear un arreglo contractual que no use la violencia contra otros.

Por otra parte, en nombre de la novel “acción positiva” (affirmative action), se imponen cuotas compulsivas en centros académicos y lugares de trabajo “para equilibrar los distintos componentes de la sociedad” al efecto de obligar a que se incorporen ciertas proporciones, por ejemplo, de asiáticos, lesbianas, gordos y budistas. Esta imposición naturalmente afecta de forma negativa la excelencia académica y la calidad laboral ya que deben seleccionarse candidatos por razones distintas a la competencia profesional, lo cual deteriora la productividad conjunta que, a su vez, incide en el nivel de vida de toda la población, muy especialmente de los más necesitados cuyo deterioro en los salarios repercute de modo más contundente dada su precariedad.

Por todo esto es que resulta necesario insistir una vez más en que el precepto medular de una sociedad abierta de la igualdad de derechos es ante la ley y no mediante ella, puesto que esto último significa la liquidación del derecho, es decir, la manipulación del aparato estatal para forzar pseudoderechos que siempre significa la invasión de derechos de otros, quienes, consecuentemente, se ven obligados a financiar las pretensiones de aquellos que consideran les pertenece el fruto del trabajo ajeno.

Desde luego que esta atrabiliaria noción del “derecho” como manotazo al bolsillo del prójimo, entre otros prejuicios, se basa en una idea errada, cual es que la riqueza es una especie de bulto estático que debe “redistribuirse” (en direcciones distintas a la distribución operada en el supermercado y afines) dado que sería consecuencia de un proceso de suma cero. No conciben a la riqueza como un fenómeno dinámico y cambiante en el que en cada transacción libre y voluntaria hay un proceso de suma positiva puesto que ambas partes ganan. Es por esto que actualmente podemos decir que hay más riqueza disponible que en la antigüedad, a pesar de haberse consumido recursos naturales en el lapso de tiempo trascurrido desde entonces. Es cierto el principio de Lavoisier, en cuanto a que “nada se pierde, todo se transforma” pero lo relevante es el crecimiento de valor no de cantidad de materia (como hemos dicho antes, un teléfono antiguo tenía más material que uno celular, pero este último presta servicios mucho mayores y a menores costos).

Vivimos la era de los pre-juicios, es decir el emitir juicios sobre algo antes de conocerlo (y conocer siempre se relaciona con la verdad de algo, ya que no se conoce que dos más dos son ocho). La fobia a la discriminación de cada uno en sus asuntos personales y el apoyo incondicional a la discriminación de derechos por parte del Leviatán es, en gran medida, el resultado de la envidia, esto es, el mirar con malevolencia el bienestar ajeno, no el deseo de emular al mejor, sino que apunta a la destrucción del que sobresale por sus capacidades.

Y esto, a su vez, descansa en la manía de combatir las desigualdades patrimoniales que surgen del plebiscito diario en el mercado en donde el consumidor apoya al eficiente y castiga al ineficaz para atender sus reclamos. Es paradójico, pero no se condenan las desigualdades patrimoniales que surgen del despojo vía los contubernios entre el poder político y los así llamados empresarios que prosperan debido al privilegio y a mercados cautivos otorgados por gobiernos a cambio de favores varios. En realidad, las desigualdades de la época feudal (ahora en gran medida replicadas debido al abandono del capitalismo) son desde todo punto de vista objetables, pero las que surgen de arreglos libres y voluntarios, no solo no son objetables sino absolutamente necesarias al efecto de asignar los siempre escasos factores productivos en las manos más eficientes para que los salarios e ingresos en términos reales puedan elevarse. No es relevante la diferencia entre los que más tienen y los que menos poseen, lo trascendente es que todos progresen, para lo cual es menester operar en una sociedad abierta donde la movilidad social constituye uno de sus ejes centrales.

Como las cosas no suceden al azar, para contar con una sociedad abierta cada uno debe contribuir diariamente a que se lo respete.

Podemos extrapolar el concepto del polígono de fuerzas de la física elemental al terreno de las ideas. Imaginemos una enorme piedra en un galpón atada con cuerdas y poleas y tirada en diversas direcciones por distintas personas ubicadas en diferentes lugares del recinto: el desplazamiento del bulto será según el resultado de las fuerzas concurrentes, ninguna fuerza se desperdicia. En las faenas para diseminar ideas ocurre lo propio, cada uno hace lo suyo y si no se aplica a su tarea la resultante operará en otra dirección. Los que no hacen nada solo ven la piedra moverse y habitualmente se limitan a despotricar en la sobremesa por el rumbo que toma.

Como hemos visto, lo de la discriminación tiene muchas ramificaciones y efectos. Por ello es que resulta imprescindible comprender sus alcances y significados para lo que hay que despejar el ambiente de prejuicios. Como ha escrito en 1775 Samuel Johnson “Ser prejuicioso es siempre ser débil”, es revelar complejos y fallas propias, en cuyo contexto, sentenció en 1828 William Hazlitt: “ningún hombre ilustrado puede ser contemplativo con los prejuicios de otros”, puesto que el no denunciarlos agrava el mal, incluso para los resentidos que alegando anti-discriminación, discriminan de la peor manera.

En resumen, es llamativo e increíble que los llamados “progresistas” se estanquen y bloqueen el progreso con su empecinado uso de lo “políticamente correcto” que, como queda apuntado, se traduce en una anacrónica postura conservadora en el peor sentido de la expresión y en una inaceptable intolerancia. (Prensa Republicana).

Sem Trump para culpar. A culpa é de Dilma "Ruimself".

Os problemas econômicos do Brasil são de ordem interna, ao contrário do que afirmava Dilma, que deu grande impulso à destruição do país, sempre atribuindo tudo à situação mundial. A maldição petista perdurará, ainda, por um bom tempo. E Trump não será culpado por isto. Editorial do Estadão:


Com ou sem Trump a economia brasileira pouco deve crescer neste ano. Também isso distingue o Brasil da maioria dos europeus, do México e de muitos outros emergentes, como foi comprovado, nos últimos dias, na reunião do Fórum Econômico Mundial, em Davos. As maiores incertezas da economia brasileira são made in Brazil, enquanto as de vários outros países são importadas. Horas antes da posse de Trump, um grupo ilustre, incluída a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, especulou no Fórum sobre as perspectivas econômicas de 2017. A recuperação no mundo rico deve continuar, concordaram os participantes da conversa. A China e a Índia se manterão na ponta do crescimento e há discretos sinais positivos no Japão.

As preocupações com a política de Trump e com os efeitos do Brexit, o abandono da União Europeia pelo Reino Unido, continuaram no alto da agenda, nos debates econômicos da reunião anual do Fórum. As mudanças prometidas pelo novo presidente podem dar um impulso à economia americana, por algum tempo, mas seus efeitos sobre outras economias serão muito ruins, se a ameaça de protecionismo for cumprida. Essa ameaça, embora de forma indireta, foi reiterada na véspera da posse, numa festa ao ar livre, quando o presidente insistiu no compromisso de impedir a destruição de empregos americanos por outros países.

Se Trump de fato elevar as barreiras comerciais, países mais voltados que o Brasil para as trocas internacionais poderão ser seriamente afetados em pouco tempo. A economia brasileira, embora ainda muito fechada, também será atingida, mas provavelmente com efeitos menos severos. De toda forma, os principais desafios para o governo brasileiro estarão dentro do País.

Com os negócios ainda avançando lentamente, será complicado fechar as contas federais no fim de 2017, com o déficit primário reduzido a R$ 139 bilhões. A arrumação fiscal dependerá amplamente da contenção de gastos, porque a arrecadação de impostos continuará muito fraca, se a recuperação da atividade for muito lenta, como se prevê. As estimativas de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) variam hoje de 0,2%, na projeção do FMI, a pouco menos de 1%.

Sem se envolver num debate sobre décimos de um por cento, o governo promete resultados mais sensíveis no fim do ano. A comparação do trimestre final de 2017 com o último de 2016 mostrará, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, uma expansão próxima de 2%.

Essa fraqueza econômica é atribuível essencialmente a causas internas – erros acumulados em vários anos de governo petista, de modo especial no período da presidente Dilma Rousseff. Baixo investimento, produtividade estagnada ou em queda, pouquíssima inovação, indústria empacada por vários anos, desordem nos preços e escasso poder de competição jogaram o País na mais longa e mais funda recessão de muitas décadas.

Reparos de curto prazo e algumas inovações institucionais, como a reforma da Previdência, poderão criar condições para alguma reativação dos negócios. A redução dos juros poderá contribuir de forma importante para o movimento inicial. Mas será preciso muito mais que isso para o País ingressar numa fase de crescimento mais rápido e duradouro.

Será preciso investir na infraestrutura e no reequipamento das empresas, cuidar da educação e da qualidade da mão de obra, criar condições para o avanço tecnológico e para a inovação e abrir a economia.

Embora com alicerces mais arrumados que os do Brasil, especialmente na parte fiscal na área de preços, países latino-americanos têm deficiências muito parecidas, quando se trata de tecnologia e de qualificação da mão de obra. Alguns desses países cresceram mais que o Brasil por vários anos, mas acabaram atingidos pela desvalorização dos produtos básicos. Não por acaso, tiveram pouco peso nas discussões de Davos, neste ano, e foram simplesmente esquecidos (como o Brasil) no debate final sobre as perspectivas globais de 2017.

sábado, 21 de janeiro de 2017

A morte e a morte de Teori Zavascki

Com a indicação do sucessor de Teori Zavascki, o presidente Michel Temer tem a oportunidade de demonstrar, enfim, de que lado está: com ou contra a Lava-Jato. "A situação é bem maniqueísta. Ou se está com o bem, ou se está com o mal". Post de Percival Puggina:


Roubo descaradamente o título da obra de Jorge Amado sobre o passamento de Quincas Berro D’Água para tecer considerações a respeito do acidente aéreo que resultou na morte do gaúcho Teori Zavascki, ministro relator do processo da Lava Jato no STF.

A morte é um acontecimento fortuito ou anunciado. As pessoas morrem, subitamente, por inesperada causa interna, ou acidente; e morrem , previsivelmente, quando acometidas por moléstias que conduzem a tal desfecho. O que acende tantas luzes de advertência em relação à morte de Teori Zavascki é saber o quanto ela atende à conveniência de verdadeira multidão de pessoas sem escrúpulos, que praticaram graves, continuados e comprovados crimes, com a finalidade de roubar a nação. A trágica morte de Teori Zavascki, então, sai dos padrões da normalidade e se torna um caso a exigir meticulosa investigação. A clássica pergunta que comparece a tantos inquéritos em que se busca a autoria do crime na persecução penal - a quem isso é proveitoso? - leva a algumas centenas de prontuários. A morte de Teori pode beneficiar muita gente, em diferentes graus de conveniência. Até que se concluam as perícias técnicas, as causas do acidente permanecerão envoltas em incertezas. Mas a morte de Teori não extingue a colossal tarefa que lhe fora confiada, para desconforto de tantos. Quando o STF acelerava o passo, a fatalidade ou o crime deram-lhe um tranco.

Por outro lado, sempre há outro lado, o infortúnio coloca nas mãos de Michel Temer oportunidade talvez única de desanuviar inteiramente, perante a opinião pública, sua relação com a Lava Jato. Do perfil que tiver o jurista escolhido por ele para suprir a vaga, muito se poderá deduzir. Sob certas condições, até nomes sugeridos e refugados ficarão sujeitos a especulações. Nessa, ou Michel Temer acerta e se conserta ou erra e se enterra.

Pessoalmente, não dou sugestões. No entanto, espero que o presidente indique alguém que, além da imprescindível formação jurídica – aquela que se define como notório saber – e da idoneidade moral, destoe do realejo “progressista”, “politicamente correto” e esquerdista em variados graus que assinala a atual formação do plenário daquela Corte. O tom monocromático que o STF adquiriu após um quarto de século de indicações feitas por governos de esquerda e centro-esquerda conspira contra a democracia. Cria graves desacertos com o parlamento. Induz o STF a invadir competências do Congresso. Põe a Corte em grave contradição com bem identificada vontade nacional numa série de pautas face às quais a sociedade se foi tornando crescentemente liberal e/ou conservadora. Esse desajuste no qual a sociedade vai para um lado e o STF para outro, responde pela grave desconfiança de tantos em relação à real disposição do STF para cumprir seu dever no julgamento de casos de corrupção.

Esperemos que Temer se afine com a ministra Carmem Lúcia, presidente da Corte, que não hesitou em avocar a si, imediatamente, a vacante relatoria da Lava Jato. A situação é bem maniqueísta. Ou se está com o bem, ou se está com o mal.

Com Trump, busto de Churchill volta ao Salão Oval da Casa Branca.


Sir Winston Churchill foi o grande responsável pela derrota do nazifascismo. O mundo ocidental lhe deve a restauração da democracia. O gesto do novo presidente dos EUA, Donald Trump, de devolver o busto do líder ao Salão Oval da Casa Branca, merece elogios. Ao retirá-lo de lá, Obama demonstrou seu pouco apreço pela democracia e pelas liberdades. É, de fato, um esquerdista com simpatia pelo islamismo.

Obama reduziu os EUA à posição de um Estado europeu qualquer. Trump resgata a "liberdade do povo".

Em oito anos, Obama reduziu os EUA à posição de um país europeu qualquer. Sua aura de imerecida santidade transformou em ilimitados os poderes da presidência. Donald Trump "resgata a liberdade dos norte-americanos". Artigo publicado pela Libertad.org:


Se dilucidaban dos cosas, no menores, en esta elección presidencial. La soberanía del pueblo americano y el significado de su Constitución. Los dos mandatos seguidos de Obama habían colocado a Estados Unidos en la posición de un país europeo cualquiera. A saber, una nación en la que la soberanía del pueblo estaba en entredicho por haber sido secuestrada por los poderes establecidos de una aristocracia u oligarquía progresista en la que se confunde el poder de los representantes electos con el de los grandes grupos mediáticos, las grandes multinacionales, las estructuras de los partidos y las familias reinantes. De ahí la necesidad de devolver la soberanía al pueblo, porque “We the people” son las primeras palabras de la Constitución americana que sólo pudo ser la primera escrita de la Tierra gracias a la Revolución Americana que consideraba estas verdades como evidentes por sí mismas: que todos los hombres fueron creados iguales y que su Creador les concedió como dones: la vida, la libertad y la búsqueda de la felicidad.

La segunda cuestión que se decidía era el significado de la separación de poderes, consagrada en la Constitución americana mediante un sistema de equilibrios y controles en el que el poder de la máxima magistratura política que se elegía ayer, la de presidente, no es el de un tirano o una figura autoritaria sino el de una carga sometida a los límites del Congreso, Cámara de Representantes y Senado, y el poder de los tribunales, incluido el acceso a la Corte Suprema que puede expulsar del ordenamiento, y debe, las leyes inconstitucionales. Un gobierno de leyes y no de hombres.

El aura de santidad inmerecida que ha rodeado a Obama estos tiempos había hecho que el poder de la presidencia se convirtiera en ilimitado. Lo que demostró el insólito hecho de que las únicas que le tosieron al arrogante embaucador aspirante a dios terrenal que es Obama fueron las Little Sisters of the Poor que se empeñaron en no pagar obligatoriamente anticonceptivos y abortifacientes a sus empleadas, en su mayoría monjas dedicadas al cuidado de los moribundos.

La victoria de Trump garantiza dos cosas, que la soberanía se devuelve a su legítimo soberano, el pueblo, y que el poder del presidente volverá a estar sometido a los equilibrios y contrapesos originalmente diseñados por los Padres Fundadores. Los reintegra en su libertad de hijos de Dios. Aleluya.

Ronald Reagan decía que el arsenal más poderoso del pueblo americano era su libertad. Desde luego ha debido ejercerla como nunca para poder elegir al candidato rechazado por todos los poderes, incluidos los #NeverTrumpers de su propio partido. El pueblo americano, admirablemente, ha resistido todas las presiones de los poderes establecidos que se habían conjurado titánicamente contra él. Albricias.

La única pena de la victoria de Trump es que va a beneficiar mucho a aquellos que han hecho todo lo posible por derrotarlo. Porque de haber salido elegida Hillary Clinton este accidente de la Historia que llamamos “democracia liberal” se habría acabado de ir al garete. La transformación puesta en marcha estos últimos ocho años por el inefable Obama ha estado a punto de acabar con la democracia de la Constitución escrita más antigua de la tierra. Lo que va a suceder, sin embargo, es que Trump va a vivificar la democracia y la libertad, para todos. Incluidos aquellos tontos, útiles e inútiles, que en Europa han hecho campaña por Hillary, por el efecto modelo que tiene la democracia americana. Es fantástico. Hasta los estúpidos y los malvados van a recibir un tratamiento clemente.

El grado de corrupción de las instituciones y de desmoralización – en los dos sentidos – de la sociedad americana en estos últimos años ha sido inimaginable. Estados Unidos no se distingue hoy sustancialmente de un país europeo. Obama ha tenido mucho más éxito del que esperábamos. Estados Unidos ha pasado de liderar el mundo por sus cualidades morales y democráticas a hacerlo por inercia en una situación de inseguridad mundial que sólo matiza la ausencia de un poder rival suficientemente poderoso. De momento. Los americanos que han heredado esa gran potencia de sus padres y abuelos han dilapidado el legado como niños mimados convirtiendo a la mayor esperanza de la democracia liberal sobre la tierra en un país más.

La importancia de los nombramientos de la Corte Suprema, la recuperación de una pizca de sensatez en la dirección de la política económica y la reconsideración del concepto de soberanía son un buen principio que Trump no debe tardar en poner en marcha para que vayan tomando ejemplo en el mundo occidental.

Los profundos cambios sociales que más daño siguen haciendo a Estados Unidos son harina de otro costal, porque, ¿cómo modificar la manera de actuar de Hollywood, de los barrios desfavorecidos o de las minorías raciales y culturales cuyos guetos ha cultivado el propio Obama a cambio de secuestrar sus votos descontentos?

Es imperioso hacer retroceder los programas públicos de dependencia, teledirigidos a generar votantes progresistas y devolver el poder a la gente. Y junto con el poder, la responsabilidad.

La victoria de Trump, contra todos los poderes establecidos, dinero, burocracia, organización, medios de comunicación,… demuestra que el pueblo aún puede derrotar a las aristocracias y las oligarquías cuya inconmensurable avaricia a punto ha estado de cargarse del todo ese frágil experimento de la vida en libertad a que dieron luz entre los Padres Fundadores y Abraham Lincoln.

Éste es un momento de gran alegría cuyas consecuencias para el resto del mundo hay que empezar a saborear inmediatamente. La primera es que la soberanía reside realmente en el pueblo y que no podrán apropiársela con carácter patrimonial, como reyezuelos medievales, los tiranuelos y déspotas de pacotilla en que se han convertido los políticos occidentales de nuestro tiempo.

Debe desaparecer el llamado, por Charles Murray entre otros, “Estado administrativo” –que equivale a la negación del Estado de Derecho- y ser reemplazada la esclerótica burocratización de la sociedad por el gobierno de las leyes sobre los hombres; no de unos hombres, progresistas para más señas, sobre otros que no tienen ninguna obligación de serlo.

Debe desaparecer la opresión de lo políticamente correcto y dejar que el mundo occidental se manifieste con espontaneidad; deben acabarse las políticas hechas a imagen y semejanza de las élites que las dirigen porque esto no es democracia. Es un despotismo cuya ilustración deja mucho que desear.

El pueblo ha rechazado la más grave de las corrupciones, la que supone que unos pocos usurpan el puesto debido, primero, a quien debe retener siempre la soberanía, el pueblo, y seguidamente a quienes lo tienen reservado por mérito y capacidad, no por sus contactos jugando al golf.