quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Dilmanormalidades


Recado aos professores-doutrinadores

Professor de História, Gabriel de Souza Vieira dá um bom recado aos professores que fazem da sala de aula um palco para a doutrinação ideológica. Não é à toa que eles são inimigos do Projeto Escola Sem Partido. O que temem, afinal? Quem não deve, não teme. Segue o texto publicado no blog de Rodrigo Constantino:

Quem não deve não teme! Já diz o ditado popular brasileiro. Ou será que teme? Pois bem, essa é uma dúvida que surgiu em meu pensamento quando vi vários professores-doutrinadores engajados na defesa do comunismo, temendo a aprovação do Projeto Escola Sem Partido.
Todo aquele que escolhe a carreira do magistério escolhe uma profissão importante. Pela mão do professor passam todas as demais profissões, e estes que dizem, com orgulho, que são as bases da sociedade, e não apenas por ser professor que concordo, mas sim por concordar que somos importantes, mesmo antes de escolher a profissão, deviam ter mais compromisso com sua responsabilidade.
O professor é sim responsável pela instrução de crianças e adolescentes, e responsável pela instrução e formação de cidadãos conscientes, e justamente por isso ele deve tentar ser puro (ideologicamente) em sua profissão, até porque ele é um exemplo para os seus alunos.
Não sou contra o professor ter uma opinião formada sobre política, economia, religião ou qualquer outro assunto. Muito pelo contrário: como liberal-conservador, defendo o direito de liberdade de crença e pensamento a todos os cidadãos, mesmo que ele seja professor ou aluno. Defendo as liberdades individuais, pois acredito que todos nós somos iguais, e respeito a Constituição Federal e as leis internacionais que prezam pelas liberdades, tão odiadas pela esquerda.
Os que hoje criticam o Escola Sem Partido são os adeptos dos mesmos ideais de políticos que votaram contra a Constituição de 1988 que diz que deve existir:
  • A liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF);
  • O princípio constitucional da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput, da CF);
  • O direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV).
Os professores que são contra o ESP afirmam que estarão sendo censurados em seu direito de cátedra, sendo impedidos de lecionarem, pois não existirão pontos verdadeiros em sua fala, pois terão que apresentar dezenas de pontos de vista sobre um único assunto, e isso, segundo eles, aumentaria o seu trabalho diário, e não chegariam a um consenso de verdades.
Mas qual o problema com isso? Pois esses que dizem que não se chegará a um consenso de verdade são os mesmos que ecoam em alto e bom som que a verdade é relativa. Ora, ora: se a verdade é relativa, até mesmo a sua verdade professor, pode não ser verdade! E, sendo assim, você não poderá impor a sua verdade, mesmo que ela seja a defesa do comunismo!
Muitos, para não dizer todos, que são contra o Escola Sem Partido, dizem que não há necessidade disso, pois o aluno de 11 ,12 ou 13 anos precisa ser ensinado (e forçado, isso é a verdade) a tomar um partido (claro, e eles detestam quando o aluno escolhe ser de direita). São os mesmos que defendem que criançinhas de 5 anos sejam incentivadas a descobrir sua sexualidade e posteriormente sua identidade de gênero, sem a influencia dos pais!
Agora me explique: com cinco anos a criança pode escolher a sua sexualidade, mas o adolescente deve ser incentivado pelo professor a tomar um partido, pois ele não conhece o mundo político? Essa é a esquerda e o seu caminhão cheio de incoerência!
A minha pergunta aos professores que lecionam em escolas públicas e são contra o projeto é essa: você respeita cada um desses pontos, citados na Constituição Federal e na Convenção Americana sobre Direitos Humanos? A resposta é simples: sim ou não? Se você não respeita, e é contra o projeto ESP, você é sim um transgressor da Lei, e deve ser punido. Por outro lado, se você respeita esses pontos, não precisa temer esse projeto.
Já li e ouvi vários professores se manifestarem contra o projeto, por acharem absurda a acusação de doutrinação e mau uso da profissão para fazerem proselitismo político e religioso. Pois bem, quem não deve, não teme. Se sou acusado de algo que não o faço, porque temeria uma lei que já cumpro?
Se o professor defende a liberdade de expressão dentro da sala de aula, por que não apoiar um projeto que tem por principal objetivo apresentar uma visão multifocal sobre os mais variados temas? É estranho. Se o professor diz defender a liberdade individual de cada aluno, por que também não apontar em sala de aula visões e cosmovisões diferentes que estejam de acordo com o pensamento plural que o mundo vive hoje?
Para o esquerdista, é fácil defender a ideia de pluralidade em um ambiente conservador, pois sendo assim terá o direito de expor suas ideias a conservadores. Mas quando estes dominam um determinado ambiente, esquecem dá máxima atribuída ao filósofo francês Voltaire: ”Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. É fácil o esquerdista citar em alto e bom som Voltaire. Difícil mesmo é ver um defendendo o direito e a liberdade de expressão.
Mas por que tanto medo? A esquerda não consegue convencer o mundo de seus bons ideais? Ou será que a história do século XX tortura aquele professor socialista de butique? O que é mais fácil: dizer que Adolf Hitler era de extrema-direita, mesmo sendo membro do Partido NACIONAL SOCIALISTA, ou admitir que ele era socialista? Claro que seguem o sanguinário e mentor dos comunistas, o assassino Stálin, insistindo na mentira repetida mil vezes para se tornar verdade.
Essa mentira para os esquerdistas já tornou-se verdade, pois há décadas ecoa pelos quatro cantos do mundo, uma mentira proferida pelo líder do PCUS, e a essa altura tornou-se verdade. Na cosmovisão esquerdista e de professores mal intencionados, pode até ser mentira que Hitler era de direita, pois ele foi de encontro a todos os ideais defendidos por conservadores, mas o orgulho diabólico acorrentou-os a uma mentira que não permite que se libertem do vício marxista e nem do veneno destilado por Lênin, Marx, e tantos outros mais.
Dizem estarem no gozo de seus direitos e de liberdade de expressão, e vomitam às crianças mentiras como se fossem verdades. Dizem serem defensores da liberdade de expressão, mas perseguem quem se atrever questionar ou apontar o contraponto. São ótimos em discursos, culpando os militares pela “ditadura” e “censura” e, ao mesmo tempo, tornam-se ditadores em suas classes, colocando medo em seus alunos que não aderem à sua “onda” de pensamento, como no filme de mesmo nome que ilustra a história de um professor tirano que desafiou a liberdade de expressão dos seus alunos, transformando-os em presas fáceis para fisgar seus ideais maquiavélicos.
Vemos tantos professores criticarem a falta de eleições no período apelidado de “ditadura militar”, mas estes mesmos não ousam dizer uma palavra quanto às fraudes eleitorais na Venezuela, ou o simples fato que Fidel Castro é um ditador. Sim, ele é um DITADOR em Cuba!
Os mesmos professores que reclamam dos salários em um mundo capitalista defendem a “maravilha” do regime cubano e detonam o capitalismo malvado americano, mas ainda assim preferem Miami a Havana, mesmo sendo tão perto. É fácil ser socialista na teoria, é fácil defender igualdade para todos, é fácil cantar “Imagine”, e imaginar um mundo onde TODOS são iguais. Difícil mesmo é abandonar o shopping-center, o Netflix, o Mc Donald’s e ir morar na Coreia do Norte.

O fim do período mais negro da história brasileira

Erradicado o PT, com o afastamento de Dilma, o país deixará para trás a odiosa divisão entre "nós" e "eles", engendrada pelo lulopetismo. Editorial do Estadão:


Oito meses depois do início do processo, começa hoje no Senado o julgamento final do impeachment da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o cronograma estabelecido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski – que preside também o julgamento desde a fase da pronúncia –, tudo será decidido até o dia 31. Os votos de pelo menos 54 dos 81 senadores decretarão a perda definitiva do mandato de Dilma e a suspensão de seus direitos políticos por 8 anos. Se o impeachment não atingir o quórum qualificado, o processo será arquivado e Dilma Rousseff reassumirá imediatamente a Presidência da República.

De acordo com todos os prognósticos, inclusive de quem se opõe ao impeachment, a condenação de Dilma Rousseff é líquida e certa. De pouco adiantará, para efeitos práticos, que à acusada seja permitido apresentar suas razões, agora pessoalmente, em atendimento ao princípio constitucional da ampla defesa.

Aproxima-se de seu desfecho, assim, o conturbado processo que, ao permanecer rigorosamente dentro dos parâmetros legais e do rito estabelecido pelo Poder Judiciário para a adoção da medida extrema da cassação de um mandato eletivo, reafirma a solidez das instituições democráticas brasileiras e abre perspectiva para a criação de um novo consenso para a reconstrução nacional.

Hoje serão ouvidas as testemunhas a favor e contra o impeachment, logo depois que for superada a previsível tentativa dos defensores da afastada de procrastinar ao máximo os trabalhos com a repetição das mesmas questões de ordem que têm levantado em vão desde a primeira fase do processo. É compreensível: trata-se de uma rara oportunidade para parlamentares ávidos por promoção pessoal se exibirem diante das câmeras de televisão em rede nacional. Oportunidade de que se aproveitarão, também, os defensores do impeachment. Todos, a favor e contra, serão vistos e ouvidos por uma massa de eleitores que a esta altura estão fartos de retórica e ansiosos pelo encerramento desse lamentável episódio da história da República.

Na próxima segunda-feira, Dilma Rousseff comparecerá ao plenário para defender-se. Quando decidiu que iria pessoalmente à sessão, Dilma imaginava que poderia impor a condição de não ter de responder a questionamentos. Essa possibilidade, que só poderia ser cogitada por uma mente autoritária, foi obviamente negada. Assim, ela terá de se haver com perguntas sobre como e por que se dispôs a convalidar com sua presença um julgamento que insiste em definir como “golpe”. Ou por que se compromete a, se for reconduzida à Presidência, convocar um plebiscito para definir a realização de eleições presidenciais antecipadas, o que implicaria sua renúncia e a consequente confissão de fracasso na missão que lhe foi atribuída por 54 milhões de brasileiros.

Se todas as previsões se confirmarem, o Brasil entrará no mês de setembro com um governo livre da incômoda condição de provisório e presumivelmente mais apto a enfrentar politicamente o enorme desafio de propor, ver aprovadas pelo Congresso quando for o caso, e implantar com eficácia tanto medidas necessárias ao saneamento das contas públicas e ao equilíbrio fiscal como outras, de caráter estruturante, destinadas a corrigir desvios da gestão pública e a criar condições para a retomada do crescimento econômico com os consequentes benefícios sociais, como a redução do desemprego, a mais amarga herança social do ciclo lulopetista.

Esse é, vale repetir, um enorme desafio, que o governo só poderá enfrentar – e esse é um fundamento essencial do sistema democrático – na medida em que se mantiver atento às genuínas e espontâneas manifestações do interesse público, sabendo distingui-las das vociferações revoltadas ou populistas. E se souber também promover, com coragem e sem concessões demagógicas, o sentimento de união nacional, de unidade na diversidade, capaz de relegar ao passado o período negro da História em que o Brasil foi dividido entre “nós” e “eles”.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A longa guerra petista contra os colégios militares

Antes de publicar o artigo de Percival Puggina, faço questão de dizer que os colégios militares são os que escaparam à lavagem cerebral petista, praticada em nome do grande idiota Paulo Freire, que destruiu o ensino em todo o país, seja o público, privado ou confessional. Estes colégios abraçaram a ideologia em detrimento do conhecimento, formando uma geração de parvos. A guerra travada lá atrás pelo bigodudo petista Olívio Dutra - que fez o Rio Grande do Sul regredir - já era o prenúncio do que viria a acontecer na execrável Era petista:


Quando Olívio Dutra elegeu-se governador do Rio Grande, sua vitória foi entendida como evento culminante de uma empreitada revolucionária. Olívio e seus companheiros chegaram ao Palácio Piratini, em 1º de janeiro de 1999, mais ou menos como Che Guevara e Camilo Cienfuegos haviam entrado em Havana exatos 40 anos antes - donos do pedaço, para fazer o que bem entendessem e quisessem. Só faltou um velho tanque de guerra para os bigodudos e barbudos do PT se amontoarem em cima.

Foi com esse voluntarismo que o primeiro governador gaúcho petista, posteriormente conhecido como "O Exterminador do Futuro I" (haveria uma segunda versão com outro ator), despachou a montadora da Ford para Camaçari, na Bahia. "Nenhum centavo de dinheiro público para uma empresa que não precisa!", explicava o governador incandescendo sua mistura de vetustos ardores messiânicos e antiamericanismo adolescente. E o PIB gaúcho, por meia dúzia de tostões, perdeu mais de um bilhão de dólares por ano pelo resto de nossas vidas. Foi assim, também, que se instalaram pela primeira vez entre nós a tolerância, as palavras macias, o aconchego e os abraços aos criminosos, seguidos de recriminações e restrições às ações policiais. Foi assim que o MST e as invasões de terras ganharam uma secretaria de Estado. Foi assim, também, que o PT gaúcho inventou uma Constituinte Escolar, instrumento ideológico concebido para, sob rótulo de participação popular, permitir que o partido estabelecesse as diretrizes de uma educação comunista no Rio Grande do Sul.

A essas alturas já era gritante o contraste entre a qualidade da Educação prestada pelo Colégio Tiradentes, sob orientação da Brigada Militar, e o decadente ensino público estadual. A insuportável contradição não comportava explicações palatáveis, mas sua notoriedade exigia completa eliminação. E o governo transferiu o tradicional Colégio para a já então ultra-ideologizada Secretaria de Educação. O Colégio Tiradentes foi condenado à morte, executado e esquartejado. No mesmo intento de combater a quem defende a sociedade e de afrontar a tudo que pudesse parecer militar, Olívio Dutra retirou o comando da Brigada Militar do prédio onde historicamente funcionava e fez a Chefia de Polícia mudar-se do Palácio da Polícia. Sim, sim, parece mentira, mas é verdade pura.

Eleito governador em 2002, Germano Rigotto, tratou de reverter o aviltamento das instituições policiais. Fez com que seus comandos retornassem às sedes tradicionais e decretou a volta do Colégio Tiradentes à Brigada Militar. Ao se pronunciar durante a solenidade de assinatura desse decreto, o governador afirmou algo que não pode sumir nas brumas do esquecimento porque define muito bem a natureza totalitária de seu antecessor: "Não raro, por escassez de recursos ou limitações de qualquer natureza, a comunidade quer algo e o governo não pode atender. O que raramente acontece é o governo fazer algo contra o manifesto desejo da comunidade. Foi o que o aconteceu e é o que sendo retificado neste momento. O Colégio Tiradentes volta para onde deve estar. O Quartel General da Brigada Militar, retornou ao seu QG. A Polícia Civil voltou para o Palácio da Polícia".

Três atos marcantes, revogando providências que o governo petista impôs à sociedade gaúcha, contrariando-a intensamente, apenas para expressar seu antagonismo a tudo que fosse ou seja policial e militar.

Decorridos 13 anos, podemos ler no episódio aqui narrado as preliminares de um antagonismo que não se extinguiu. Persiste ainda hoje, entre as esquerdas, com apoio da burocracia do Ministério da Educação, uma absoluta intolerância em relação à "indisciplina pedagógica" dos colégios militares.

Thatcher, a estadista que transformou o Reino Unido.

Odiada e vilipendiada pelo beócios esquerdistas ainda hoje, Margareth Thatcher encolheu o Estado, botou os sindicatos no chinelo e fez a economia crescer. É demais para os socialistas de qualquer gênero ou matiz, hoje como ontem:


“Cuando se busca ser popular, hay que estar preparado para comprometerse con cualquier cosa, en cualquier momento. Y así no se consigue nada”. Así de tajante se mostraba Margaret Thatcher cuando le preguntaban por su voluntad de llegar a grandes acuerdos políticos. Conocido es su pronunciamiento contra el “consenso”, que definió como “el proceso de abandonar todas las creencias, valores y principios”.

La Dama de Hierro buscaba algo muy distinto al “consenso”. Lo que ella quería era un cambio radical en la economía británica, que arrastraba años de decadencia al calor de un intervencionismo estatal cada vez más hondo. Para hacerlo, se rodeó de expertos vinculados a tres think tanks liberales que siguen funcionando a pleno rendimiento en pleno siglo XXI: el Institute of Economic Affairs, el Centre for Policy Studies y el Adam Smith Institute.

Influenciada por la Escuela de Chicago y la Escuela Austriaca, su primera obsesión fue controlar la inflación, que superó el 20% en los años previos a su llegada al poder. La expansión crediticia decretada por el Banco de Inglaterra fue replegada en los años de Thatcher, dando paso a un periodo con tipos de interés más altos que permitieron frenar la escalada inflacionista.

Privatizaciones y pugna con los sindicatos

Thatcher también plantó cara a los sindicatos, que se oponían a sus medidas de flexibilidad laboral y también a su decisión de privatizar el enorme conglomerado empresarial público. El Índice de Producción Industrial refleja cómo las medidas supusieron un cierto ajuste en la primera mitad de los años 80 pero abrieron el paso a una década de crecimiento continuado. Según la Oficina Nacional de Estadísticas, la producción industrial creció un 7.5% durante su mandato.

Pero el éxito de Thatcher también queda reflejado por la caída del sindicalismo radical que había atenazado a la economía británica. A comienzos de los 80, el pulso al gobierno conservador llevó a 12,000 el número de días de trabajo perdidos por las huelgas, pero la Dama de Hierro no cedió y, de hecho, el número de miembros de los sindicatos se desplomó durante su mandato, pasando de 13 a 8 millones.

Esto facilitó el proceso de privatización, que abarcaba compañías de todo tipo: aerolíneas, energía, telefonía… Cuando Thatcher llegó al poder, el Estado controlaba el 30% de la fuerza laboral debido al enorme tamaño de estas empresas públicas. British Airways, Rolls Royce, Jaguar, British Telecom, Rover… son solo algunas de las sociedades que estaban en manos del Estado pero que pasaron de nuevo a manos privadas, con el aliciente de que los trabajadores recibieron acciones de sus compañías.
Rebajas de impuestos

La economía que heredó el nuevo Ejecutivo conservador en 1979 estaba en una situación de parálisis tan aguda que, en la prensa internacional, se hablaba de las islas británicas como del “enfermo de Europa”. La situación era tan grave que, aunque hoy resulte difícil de creer, el Fondo Monetario Internacional “rescató” al Tesoro del Reino Unido en 1968 y 1976.

En clave tributaria, los presupuestos de 1979, diseñados por Geoffrey Howe, redujeron el tipo máximo del IRPF del 90% al 60%. El tipo medio de dicho gravamen cayó del 33% al 30% y se eliminaron gravámenes y recargos que encarecían el ahorro y la inversión. En 1988, los presupuestos que perfiló Nigel Lawson recortaron el tipo máximo del IRPF del 60% al 40% y rebajaron el tipo medio del IRPF del 30% al 25%.

También hubo rebajas en el impuesto sobre sociedades, que vio caer su tipo máximo del 50% al 35% y su tipo general del 30% al 25%. Thatcher combinó estas medidas con la revisión del IVA, que pasó a estar más o menos unificado con un nuevo tramo del 15%, y con recargos en los impuestos especiales, como por ejemplo el aplicado a la gasolina.

En suma, la presión fiscal cayó del 38% al 35% del PIB entre los años 1980 y 1990. El efecto lafferiano de las rebajas de Thatcher hizo que muchas medidas tributarias, encaminadas a reducir la presión fiscal, acabasen arrojando mayores niveles de ingresos fiscales como consecuencia de la expansión de la actividad económica.

Los resultados

Bajo el gobierno de Thatcher, se multiplicó por cuatro el número de ciudadanos británicos que atesoraba participaciones bursátiles. He ahíla mejor medida del triunfo del “capitalismo popular” que la Dama de Hierro defendía cada vez que tenía oportunidad. Durante los años 80, el PIB per cápita aumentó un 35% y el aumento medio del PIB superó el 3% frente al 2% de los años 70.

En términos de gasto público, la etapa de Thatcher estuvo marcada por un progresivo repliegue del peso del Estado sobre el PIB, que pasó del 48% al 38%. Además, la dirigente británica también acabó con los déficits fiscales, que desaparecieron a partir de los presupuestos de 1985. En clave de endeudamiento público, la caída fue del 50% al 30% del PIB. (Libertad.org).

Impeachment já: as mentiras de Dilma e do PT.

Feministas louc@s e sua estúpida guerra contra os homens

Maria João Marques escreve artigo arrasador contra a loucura feminista. Ressalto o trecho final: "a verdade muito feia de certos cantos feministas é esta: a total incompatibilidade do islão com os direitos humanos das mulheres não os perturba, ofensivo mesmo é uma mulher (desportista olímpica ou não) ser olhada com desejo por um homem". Tiro certeiro:


Quase não sobrevivi a estes Jogos Olímpicos (a que, de resto, não assisti mais de uma meia hora na totalidade). O problema não foi a falta de medalhas nacional, nem os sobressaltos na trave de Simone Biles. Não: já não aturava o escândalo diário com o titânico e esmagador sexismo que muitos viam a cada hora nos Jogos Olímpicos.

Era gente indignada porque as meninas do vólei de praia se tinham de vestir de bikini enquanto os meninos da mesma modalidade se vestiam modestamente de calções e t-shirt. Porque as ginastas se tinham de maquilhar e os ginastas estavam de pele, quando muito, coberta com um leve hidratante. Porque a menina brasileira que teve sexo na noite antes da prova não se qualificou para não sei o quê e foi criticada por isso, enquanto o menino passou pelos pingos da chuva – o facto de ele se ter qualificado e ela não, e de ela ter desobedecido às regras do treinador, claro, não tiveram nada a ver no tratamento diferenciado.

A que me delicia é a acusação terrível feita à humanidade masculina em geral – menos às boas almas xy que batem no coração contritas enquanto reproduzem estas ignóbeis injustiças nas redes sociais, número, no entanto, mais que compensado pelas colaboracionistas femininas – de avaliar as desportistas pela aparência em vez de pelos feitos desportivos. Onde já se viu um homem, esse verme, pretender olhar para uma mulher e sentir-se agradado com o que vê? Guilhotina com tal criatura.

Ficam os leitores do Observador avisados de que não poder ser. Gosta mais de ver futebol masculino do que feminino? Desde quando acha que é livre de gostar do que lhe apetece? Ou bem que começa a dividir o seu tempo e as suas inclinações irmãmente pelos dois sexos ou precisa de um corretivo doloroso qualquer. Acaso ocorreu-lhe ver o vólei de praia – modalidade a que usualmente dedica uma salutar distância – para apreciar as coxas firmes das atletas? Espero que esteja já a ler manuais de automutilação, para se castigar de ato de tal gravidade inqualificável.

Não se preocupem os leitores a necessitar de reeducação. Eu acompanho-vos. Não sou grande frequentadora de eventos desportivos, nem na tv, mas sempre que vou a um concerto com orquestra dedico-me a apreciar os rapazes jeitosos que lá tocam. Tenho queda para os contrabaixistas. São geralmente agradáveis à vista – ou então sou eu que acho apelativo dominar musicalmente aquele gigante das cordas. Como não sou de fino ouvido musical, retiro tanto prazer dos músicos giros da orquestra como da sinfonia de Shostakovitch. Estou, por isso, neste momento, a ver se aceitam voluntários nos campos de reeducação pelo trabalho na Coreia do Norte para tentar tirar este meu hábito sexista de reparar nos homens atraentes em vez de nos violinistas de talento. Se encontrar, partilho a informação.

Dir-me-ão: deixe lá os maluquinhos, sem problemas mais graves na sua vida, gastarem o seu tempo com ninharias de sexismo inventado. Ora: não deixo. O sexismo existe, é algo muito sério e pernicioso, e é criminoso diluir-se a luta sem tréguas que merece nestes disparates. Num mundo (fico-me só por um exemplo) onde a violência sexual é ainda tão protegida pela investigação criminal e pelos juízes na hora das sentenças, quando ainda se questiona se a falta de consentimento explícito da mulher é suficiente para haver violação, não há tempo para gastar com os pruridos olímpicos.

E não se pode fazer tudo ao mesmo tempo? Mesmo que fosse lícito supor que se tem de corrigir o gosto subjetivo de um homem perante uma modalidade desportiva feminina (e eu acho que não é), não, não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Porque estas imbecilidades de inventar problemas onde não existem têm como consequência irritar e criar resistências nas pessoas, que assim vão considerar qualquer acusação de sexismo parvoíce desta estirpe e oferecer a sua oposição a todas, mesmo às reais e importantes.

É por esta propensão para as ninharias que temos um governo que em 19 administradores para a CGD consegue o feito de nomear apenas uma mulher. As mulheres pelos vistos não podem ser banqueiras, o que extermina logo a candidatura de Helena Matos. Isto do governo pantomineiro cuja secretária de estado gasta o tempo pago pelos contribuintes a inspecionar ofertas de empresas privadas aos seus clientes.

E agora dou outro salto, rápido, para a proibição dos burkinis em algumas praias de França. É penoso constatar como se convive melhor, nos círculos feministas loucos, com as realidades que determinam que uma mulher se tape toda, inclusive na praia, do que com a mais que natural apreciação masculina das caras e corpos femininos.

É certo que esta oposição à proibição do uso do burkini, ou da burqa e do niqab, se faz esgrimindo o argumento da suposta liberdade das mulheres muçulmanas que, livres como passarinhos, escolhem cobrir-se totalmente (a liberdade de não se entusiasmar com o desporto feminino já é malvista). Mas é muito mais insidioso que isso. As mulheres que escolhem ganhar a sua vida (e assim se tornam independentes) explorando a sua imagem, são atacadas pelas feministas loucas. Já as islâmicas que se cobrem, chega-se ao ponto aviltante de defender, são as verdadeiras feministas porque recusam ser objetivadas, esse pecado maior do século XXI.

A verdade muito feia de certos cantos feministas é esta: a total incompatibilidade do islão com os direitos humanos das mulheres não os perturba, ofensivo mesmo é uma mulher (desportista olímpica ou não) ser olhada com desejo por um homem. (Observador).

Antiamericanismo, a marca dos autoritários.

Editorial do Globo observa que governos autoritários, em todo o mundo (acho que a América Latina, nesse caso, sempre esteve na linha de frente), revelam seu viés antiamericano. Aliás, o totalitarismo do passado está aí para provar: fascismo, comunismo e nazismo foram não apenas antiamericanos, mas antiliberais e anticapitalistas. A ralé ideológica repete os erros do passado:


Desde o ano passado, o mundo testemunha uma intensa mobilização geopolítica entre potências regionais em torno de alianças estratégicas que têm em comum um posicionamento contra os Estados Unidos. Nem sempre aliados no passado, esses países se aproximam ao compartilhar um sentimento antiamericanista. São todos, sem exceção, regimes autoritários, onde as liberdades civis estão sob constante ameaça.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, por exemplo, se acercou de Moscou poucos meses após as Forças Armadas turcas terem derrubado um caça russo, matando os dois pilotos, o que levou Moscou a impor sanções. Esta reaproximação pode parecer estranha, uma vez que o presidente russo, Vladimir Putin, é aliado de Bashar al-Assad, presidente sírio e inimigo de Erdogan; e também porque os EUA são um importante aliado da Turquia, onde operam uma estratégica base aérea. O país, ademais, é membro da Otan. Mas, as relações entre Ancara e Washington azedaram após a tentativa frustrada de golpe de Estado no mês passado. O presidente turco acusou o governo americano de apoiar o levante.

Putin e Erdogan negociam o uso por caças russos da base aérea turca hoje utilizada pelos EUA para atacar posições do Estado Islâmico na Síria, o que implicaria a retirada das tropas americanas do país. Ao mesmo tempo em que a Turquia dá uma guinada à iraniana, apontando o os EUA como o “grande satã”, o regime recrudesce o autoritarismo e as violações de direitos humanos.

Outra aliança improvável que vem se desenhando no mapa mundi geopolítico em contraposição aos EUA é expressa pela realização de operações militares conjuntas entre Irã e Rússia. Além de um acordo para a compra de armamento de última geração, inclusive usinas nucleares russas, os dois países realizaram exercícios militares conjuntos no Mar Cáspio. E o Irã autorizou na semana passada que uma bases aérea sua fosse usadas por caças russos para realizar ataques na Síria, embora a divulgação desse acordo pelo Kremilin tenha levado à sua suspensão por Teerã. Moscou e Pequim também se uniram, num pacto incomum, para realizar exercícios militares de suas marinhas no Mar do Sul da China, área que vem sendo disputada pelo governo chinês e outros países asiáticos na região.

Essas alianças na Ásia e no Oriente Médio, guardadas as devidas proporções, são espelhos de um movimento semelhante nos últimos anos na América Latina. O lulopetismo, no Brasil; o kirchnerismo, na Argentina; o chavismo na Venezuela; e o bolivarismo em geral em Equador, Nicarágua e Bolívia, ideologias autoritárias e populistas, nutriram uma retórica antiamericana, que remonta aos tempos da Guerra Fria. Menos mal que, pelo menos neste lado do planeta, tal retórica vem perdendo força.

Villa: Brasília conspira abertamente contra a Lava Jato.


Do historiador Marco Villa, ressaltando que Curitiba foi fundamental para a derrota do projeto criminoso de poder:


E com apoio de ministros do STF. Se fossemos esperar o STF, Dilma estaria na Presidência, Lula voltaria em 2018, seria reeleito em 2022 e elegeria um poste em 2026. Curitiba jogou um papel fundamental na derrota do projeto criminoso de poder.

Procura-se tradutor para o idioleto dilmês


terça-feira, 23 de agosto de 2016

A cara do herói da vara: Thiago Braz, sem choro nem lamentações.

Belo artigo do editor Carlos Andreazza, publicado hoje no jornal O Globo, homenageia Thiago Braz (que, para este blogueiro, foi o melhor das Olimpíadas), praticamente nem lembrado pela mídia ufanista do Grotão (sim, o lulopetismo ainda não acabou, está entranhado nas mentes como bactéria). Andreazza, curto e grosso, como é preciso ser em casos assim: "tentar politizar tudo é profissão de muita gente influente. Thiago Braz, porém, é enredo impossível para essa galera: branco, heterossexual, casado, militar e cristão". Segue o texto:

Primeiro campeão olímpico brasileiro no salto com vara, Thiago Braz não desabafou, não chorou. Também nisso reside um ineditismo. Aos 22 anos, é um vencedor cuja vida não empresta à exploração política — um ganhador brasileiro que não é mais sofrido que os outros, que não chegou ao lugar mais alto do pódio apesar das barreiras impostas pela sociedade, mas por consequência de seus méritos individuais, do treinamento, da concentração.

Thiago não dá textão. É, também por isso, o que o Brasil tem de melhor — e representa aquilo que mais poderosamente pode decorrer do esporte: exemplo.

O momento decisivo em que desafiou o adversário francês — esgrimindo, com frieza, estratégia precisa — e fez elevar o sarrafo a 6,03m, para então superá-lo, está entre os maiores da história do esporte nacional e dá materialidade a valores que precisam ser cultivados, e não só entre os jovens.

A combinação bem-sucedida entre equilíbrio e coragem demonstra que ainda é possível não ser adolescente.

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Perde-se mais do que se ganha. Se é assim para os atletas dos EUA, será assim também para os brasileiros.

Fato incontornável é que você, leitor, tem a mesma responsabilidade sobre a vitória de Rafaela Silva quanto sobre a derrota de Joanna Maranhão.

Ou seja: nenhuma.

Méritos e deméritos individuais são — ainda — da ordem da individualidade. E o normal é mesmo perder. No entanto, alguma chance de crescimento, mais moral que esportivo, estará em reconhecer as próprias limitações — o clichê mais repetido e menos experimentado entre nós.

No Brasil, país incapaz de exame interior, perder cada vez mais é culpa do outro, da elite, do Temer. No Brasil, ganhar é apesar de. Não se vai muito longe dessa forma. O chororô, porém, é livre. Assim como livre sou para escrever que Olimpíada não é assembleia do PSOL.

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A turma estrilou, amuadíssima, contra os atletas militares que prestaram continência à bandeira do Brasil. É expressão de um velho ranço.

Esse pessoal não entendeu que o tempo passa e, muito menos, que há uma garotada hoje, nascida a partir de 1990, que nada deve tanto aos ditadores de 1964 quanto aos que lutaram contra eles, não pela democracia, mas por ditadura de outra natureza — a que, aliás, mais matou no mundo.

Escrevi que a turma não entendeu a passagem do tempo. Não fui exato. Não é questão apenas de compreensão, mas do que lhes resta para sobreviver. O que lhes sobrará, como estandarte, sem o mimimi do golpe permanente, sem a propaganda de que nova ditadura nos espreita? Engessados nessa saudade lucrativa, falam cada vez para menos — e certamente não para os jovens de 2016, que não alcançam, que não conhecem, que lhes são o avesso. Uma juventude independente, comprometida com as liberdades individuais, que despreza qualquer doutrina partidária e não aceita que lhe digam como pensar e se comportar.

Uma juventude que ensina: que as Forças Armadas não são a ditadura militar; e que os atletas que bateram continência à bandeira nacional não o fizeram em apoio ao AI-5, em defesa da tortura ou em reverência — sei lá — a Jair Bolsonaro, mas como gesto de gratidão à instituição que os acolheu e de respeito, de amor, ao símbolo da pátria.

Um jovem prestar continência à bandeira do Brasil é lindo. Feio é marmanjo fazer discurso nacionalista e se calar ante o assalto à Petrobras.

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Thiago Braz não parece ter rancores, ou não os terá exposto — e, embora a vida lhe tenha sido dura, dá pouca margem a que sua história se torne campo para o esporte de excelência nacional: o vitimismo.

É uma exceção. Porque, entre as várias marcas desta Olimpíada, uma incontornável é a de que a militância política sequestrou, ocupou mesmo, o espírito esportivo — e de tal modo que, de repente, já não se podia simplesmente torcer ou vencer. De súbito, já não bastava a medalha de ouro olímpica. Era preciso agregar-lhe os adereços narrativos com os quais os grupos de pressão de sempre exercem poder e faturam.

A politização de todos os aspectos da existência é a profissão verdadeira de muita gente influente. Thiago Braz, entretanto, é enredo impossível, desesperador, para essa galera: branco, heterossexual, casado, militar e cristão — e do tipo mais corajoso, aquele declarado, que fala o nome de Deus.

Oh!

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Há uma dimensão espiritual evidente na conquista de Thiago — algo que não dá muita audiência hoje, mas que é elevado, belo. Ele não apenas fala o nome de Deus, mas atribui à fé, ao exercício da fé, o alcance do equilíbrio, do controle emocional, por meio do qual compete. Diz — sem vergonha — que esse apaziguamento foi-lhe divisor de águas como atleta.

Thiago não joga conversa fora. Quem o viu na reta final da disputa terá ao menos podido intuir a presença da fé, e que ela possui uma porção concreta, prática. Isso dá dinamismo, movimento, corpo, ao ato de crer. É algo revolucionário de verdade — e, pois, incômodo.

A Thiago, portanto, será mais fácil bater o recorde mundial do que enfrentar a patrulha – que, o leitor anote aí, já vem.

Faltam 7 dias para o fim da pior farsa da história brasileira

Sobre o tema, vejam 1 minuto com Augusto Nunes.

Fala aí, Janot!


A grande mentirosa: FBI encontra mais 15 mil e-mails que Hillary escondeu.

Os e-mails encontrados pelo FBI estão num servidor privado. Em 2014 ela tinha entregue 30 mil e-mails, afirmando que nada mais havia. A grande mentira da demagoga Clinton foi agora revelada. Merece cassação:


O FBI encontrou cerca de 14.900 mil emails que Hillary Clinton alojou no seu servidor privado durante o período em que foi Secretária de Estado dos EUA, entre 2009 e 2013. Segundo o Washington Post, descoberta levou a que um juiz federal instasse o Departamento de Estado a divulgar o acesso a esses emails antes de Outubro. As eleições presidenciais norte-americanas são a 8 de novembro e o tema dos emailsde Hillary Clinton podem tornar-se numa das maiores barreiras a uma vitória da candidata democrata.

Em dezembro de 2014, no âmbito de uma investigação lançada pelo FBI devido ao uso indevido de um servidor privado para alojar a sua conta deemail, Hillary Clinton recebeu uma ordem judicial para ceder às autoridades todos os emails relacionados com trabalho — excluindo assim os que tratassem apenas de assuntos pessoais ou íntimos. Nessa altura, a equipa de advogados da ex-Secretária de Estado e atual candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais cedeu um total de 30 mil emails.


O que a notícia desta segunda-feira pode demonstrar é que Hillary Clinton e a sua equipa não partilharam a totalidade dos emailsrelacionados com trabalho quando receberam uma ordem judicial nesse sentido.

A campanha de Hillary Clinton reagiu a esta notícia com um comunicado. “Não estamos certos qual é o tipo de material adicional que o Departamento de Justica terá encontrado, mas se o Departamento de Estado entender que alguns são relacionados com trabalho, então obviamente apoiamos a decisão de esses documentos também serem divulgados publicamente”, lê-se, numa reação do porta-voz de campanha, Brian Fallon.

Em julho, o diretor do FBI, James Comey referiu que Hillary Clinton e a sua equipa na Secretaria de Estado “foram extremamente descuidados na maneira como lidaram com informação sensível e altamente classificada”, mas referiu que o a investigação não encontrou provas de que estes tenham “[violado] intencionalmente leis que dizem respeito ao modo de lidar com informação classificada”.

Apesar do tom crítico, James Comey acabou por recomendar que não fossem levantadas acusações contra Hillary Clinton — algo que foi aceite pela Procuradora Geral dos EUA, Loretta Lynch. (Observador).

Operação Drácon busca deputados do DF por conduta criminosa

Notícia do Estadão fala sobre a tigrada e seus crimes:


O Ministério Público do Distrito Federal, com apoio de seu órgão de investigação, o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Polícia Civil do Distrito Federal, cumpriram na manhã desta terça-feira, 23, em cumprimento à decisão do desembargador Humberto Adjuto Ulhoa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, 14 mandados de busca e apreensão e oito mandados de condução coercitiva.

Os mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva têm como alvos os deputados Celina Leão (PPS), Bispo Renato (PR), Júlio Cesar (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS) e Cristiano Araújo (PSD), além do ex-servidor da CLDF Valério Neves, do servidor Alexandre Braga e do ex-presidente do fundo de saúde do DF Ricardo Cardoso. Eles foram cumpridos nos gabinetes dos deputados e da presidência da CLDF e nas residências.

A Operação Drácon investiga a ocorrência de supostas condutas criminosas consistentes na exigência, por parte de autoridades com foro por prerrogativa de função, de valores financeiros indevidos a empresas como contrapartida para a destinação de sobras orçamentárias para o pagamento de passivos em atraso por parte do Governo Distrito Federal, relativos ao gerenciamento de Unidades de Terapia Intensiva.

A decisão judicial ainda determinou o afastamento cautelar dos investigados dos cargos de Presidente e membro da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal, até o fim das investigações. O Ministério Público ressalta que os investigados são presumidamente inocentes até prova em contrário.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Leituras sobre a tradição ocidental

O professor João Carlos Espada recomenda alguns livros sobre a tradição ocidental, berço das liberdades. É nosso dever, diz ele em artigo publicado no Observador, recordar o credo do Ocidente, hoje atacado por todos os lados:


Agora que o sr. Trump (candidato não-republicano do nobre Partido Republicano nos EUA), o sr. Sanders (ex-candidato socialista à nomeação pelo nobre Partido Democrático nos EUA) e o sr. Corbyn (actual líder esquerdista do nobre Partido Trabalhista britânico) concorrem entre si para tentar minar a coesão da NATO, convém talvez recordar algumas verdades outrora elementares acerca da civilização euro-atlântica e ocidental — cuja defesa é a razão de ser da NATO.

Um bom ponto de partida pode muito bem ser Athens, Rome and England: America’s Constitutional Heritage, de Mathew A. Pauley (Griffon House, 2014). Trata-se de um bom livro introdutório, que cumpre bem o seu propósito de recordar verdades outrora elementares, hoje frequentemente esquecidas.

A primeira dessas verdades outrora elementares consiste em recordar que a América é parte da civilização europeia e ocidental. Os isolacionistas de Trump (à direita), ou de Sanders e Corbyn (à esquerda), podem muito bem dizer os disparates que têm dito. Nada disso altera a empírica evidência histórica de que a tradição constitucional norte-americana (bem como a britânica) emergiram — e fazem parte — da tradição europeia e ocidental.

Mathew Pauley, o autor do livro em apreço, recorda enfaticamente a característica distintiva desta tradição ocidental euro-americana. Diz ele que os atenienses do século V a.C. já sabiam muito bem qual era essa distinção: eles eram livres.

Isso não queria dizer — como pretendem os anarquistas, hoje por vezes auto-designados libertários —que os atenienses faziam o que muito bem lhes apetecia. Queria dizer que eram governados por leis — ao contrário dos bárbaros, sobretudo os Persas, que não obedeciam a leis gerais mas apenas aos caprichos dos poderosos. Daí emergiu — gradualmente e com decisivo contributo ulterior do Cristianismo — a ideia ocidental de governo limitado pela lei, que presta contas ao Parlamento.

Talvez o sr. Sanders (que passou a lua-de-mel na União Soviética, em 1988), ou o sr. Trump (cujo ex-chefe de campanha trabalhou para Yanukovych, o líder ucraniano pró-russo), ou o sr. Corbyn (que recentemente elogiou Trotsky e atacou a NATO) possam achar tudo isto um pouco bizarro. Mas convém agora acrescentar que estas “bizarrias” eram consideradas fundamentais pelos próprios pais fundadores da República americana.

Este é o tema de outro grande livro para férias: The Founders at Home: The Building of America, 1735-1817, de Myron Magnet (New York/London: Norton, 2014). Trata-se de um estudo sobre a vida e filosofia política dos pais fundadores dos EUA, acompanhada do estudo (magnificamente ilustrado) sobre as casas que construíram para si próprios.

A tese de Myron Magnet é refrescantemente ocidentalista e euro-atlântica. Os “founding fathers” dos EUA eram basicamente “English gentlemen”, orgulhosamente estudiosos da tradição política e cultural inglesa e europeia. Isso mesmo está vincadamente reflectido nas suas casas, propositadamente inspiradas nas tradições grega, romana e inglesa.

Esta foi aliás a razão de fundo, explica Myron Magnet, pela qual a Revolução Americana de 1776 — parecendo na época muito radical — foi afinal profundamente moderada, alguns hoje diriam conservadora.

Ao contrário dos errantes revolucionários franceses de 1789, os “English gentlemen” da América não queriam destruir o passado e começar de novo. Eles na verdade queriam restaurar a cristã tradição constitucional da Magna Carta de 1215 — que o rei George III estava a infringir através do “despotismo inovador”. Esta foi exactamente a expressão usada por Edmund Burke — esse grande liberal-conservador irlandês que defendeu no Parlamento britânico os colonos britânicos na América (bem como, deve também ser recordado, os direitos dos católicos irlandeses).

Tudo isto era bem conhecido, no livre Ocidente, até há umas décadas atrás. Foi em parte para restaurar esta nobre tradição ocidental que ocorreu em Portugal o 25 de Abril de 1974 e, sobretudo, o 25 de Novembro de 1975. Foi por isso que ocorreram em seguida transições democráticas na Grécia e em Espanha, e até na América Latina e em alguns países da Ásia. Foi seguramente para “voltar ao Ocidente” que a corajosa Polónia liderou as transições à democracia na Europa central e oriental, então sob a cortina de ferro comunista, na década de 1980.

Sim, este era e é o credo do Ocidente — e é nosso dever recordá-lo.

Legislação inspirada pelo MST faz o país perder bilhões de dólares

O prejuízo causado pelos bandoleiros do MST não se dá apenas na área agrícola, com invasão de fazendas e destruição de propriedades, mas também na legislação infraconstitucional que trata da aquisição de terras por estrangeiros. Em artigo publicado no Estadão, o professor Denis Rosenfield critica a intromissão ideológica desses celerados, notórios adversários da ciência e da tecnologia que gostariam de ver o país retornar à enxada:


Dentre os inúmeros anacronismos legados pela herança petista, um deles é ilustrativo por exemplificar os preconceitos que se tornaram correntes contra o capital em geral e, em particular, contra o estrangeiro. Nada aqui é ocasional, pois o peso ideológico terminou se traduzindo por limitações severas ao investimento estrangeiro na aquisição de terras no País.

Aparentemente, é como se o interesse nacional estivesse assim preservado, a partir, evidentemente, de uma posição preconcebida de que ele estaria ameaçado. Ameaçado por quem? Por empresas que investem no Brasil, gerando empregos, pagando impostos e contribuindo para o crescimento do PIB? Qual é o fantasma?

Os instrumentos utilizados pelos governos petistas foram dois pareceres, um de 2008 e outro de 2010, que revogaram, por sua vez, pareceres anteriores, de 1994 e 1997. Estamos diante de atos administrativos que abruptamente modificaram toda uma legislação anterior, produzindo enorme insegurança jurídica.

O cerne da discussão terminou se reduzindo à equiparação anterior (pareceres de 1994 e de 1997) de empresas brasileiras de capital estrangeiro a empresas brasileiras de capital nacional, tornadas essencialmente distintas pelos pareceres de 2008 e 2010. Uma posição viabilizava o investimento estrangeiro no Brasil, tornando atrativos a agropecuária e o agronegócio – aliás, o agronegócio acabou se transformando num setor que muito contribuiu para o avanço da economia nacional. A outra teve como desfecho inviabilizar o investimento estrangeiro, tornando-se um fator de mero atraso.

Para ter uma ideia, quando dos pareceres petistas, falava-se que entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões deixaram de ser investidos no País. Considerando a necessidade de alavancagem do capital estrangeiro para o crescimento da economia nacional, tem-se uma melhor noção dos prejuízos, hoje provavelmente maiores.

Os pareceres petistas são preciosidades de manipulação ideológica. Entre as “justificativas”, constam algumas que deveriam fazer parte do besteirol produzido pelos “movimentos sociais”, capitaneados pelo MST.

Chega a ser inacreditável que um grupo que se caracteriza pelo desrespeito ao Estado Democrático de Direito tenha sido alçado à posição de interlocutor privilegiado de toda uma legislação infraconstitucional. Um autointitulado movimento social que emprega sistematicamente a violência na invasão de propriedades privadas e órgãos públicos se torna artífice da elaboração de pareceres. Há algo de muito errado aí!

Dentre as pérolas, algumas merecem especial destaque. Seu objetivo consistiria em assegurar a segurança alimentar, como se o Brasil vivesse no limite da autossuficiência ou fosse importador. Isso ocorreu nos anos 1970, antes da pujança da agropecuária e do agronegócio brasileiros, que alçaram o País à posição de um dos maiores exportadores de alimentos. O Brasil contribui decisivamente para a redução da fome no mundo!

O mundo globalizado já não comporta entidades autárquicas isoladas do mundo – salvo se o objetivo for a miséria e a pobreza. As cadeias produtivas são internacionais, assim como o conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico.

Assinale-se, a respeito, que o Brasil é um país de ponta nesses setores. O que o MST e movimentos afins temem é a ciência e a tecnologia, pois, para eles, o País deveria regressar a uma etapa camponesa e pré-capitalista, identificada, sabe-se lá por quê, com uma forma de socialismo. Deveriam transferir-se para a Venezuela, Cuba ou Coreia do Norte, sem direito a retorno. Dariam uma enorme contribuição para o progresso do País.

Outra amostra ideológica consistiria em que a aquisição de terras por estrangeiros seria feita com recursos oriundos da lavagem de dinheiro, do tráfico de drogas e da prostituição, como se estrangeiros fossem criminosos potenciais ou efetivos. Tal invencionice exibe apenas o uso da mentira para fazer que o espírito anticapitalista ou anti-imperialista prevaleça.

Como não poderia deixar de ser, o corolário de tal cadeia de pseudoargumentos seria o aumento do valor dos imóveis, que prejudicaria a reforma agrária! Ora, os assentamentos da reforma agrária já são superiores a 60 milhões de hectares, sem nenhum resultado efetivo. Jamais os governos petistas fizeram uma avaliação de sua produtividade e de seus efeitos sociais. Tornaram-se, muitos deles, apenas favelas rurais.

Hoje se sabe que as fraudes nesses assentamentos se multiplicam, os assentados abandonam ou vendem ilegalmente os seus lotes e todos ficam dependentes do MST e de seus agentes, que assim os controlam. Não há titulação dos assentados, de modo a eles poderem tornar-se proprietários, que dessa forma se inseririam em todos os benefícios da agricultura familiar. Permanecem uma clientela política.

Ora, os pareces petistas sobre aquisição de terras por estrangeiros continuam vigentes e são um poderoso obstáculo à vinda de capitais estrangeiros para as mais diferentes áreas, do setor florestal e de celulose ao de energia, passando, entre outros, pelos de etanol e biocombustíveis, além da questão do financiamento rural pelas tradings.

O presidente Michel Temer já se manifestou favoravelmente a uma mudança no setor, mostrando que o País vive uma nova era, aberta ao mundo e à captação de investimentos estrangeiros. Neste período de transição, que deve agora chegar ao seu término, a Advocacia-Geral da União, consoante com essa orientação, sob a liderança do dr. Fábio Medina Osório, realiza os estudos necessários a modernização dessa legislação. O diálogo tem sido a sua pauta.

O seu aprimoramento certamente se traduzirá por uma abertura do País ao investimento estrangeiro, voltando a equalizar as empresas brasileiras de capital estrangeiro a empresas brasileiras de capital nacional. Urge que tal mudança se faça, pois só assim o País retornará ao que pode simplesmente ser considerado bom senso. Acontece que temos vivido na insensatez.

Começa a maratona de Dilma. Sem chance de medalhas.


Partido totalitário difama o Brasil para proteger o tiranete Lula

O PT sempre foi um partido contra a democracia e merece ser erradicado do cenário político nacional. Agora, decadente, põe-se a difamar o Brasil lá fora em favor do tiranete Lula, cuja prisão é um anseio da população honesta. A propósito, segue editorial do Estadão:


A “mais violenta campanha de difamação contra um homem público em toda a história do País”, da qual Lula da Silva se diz vítima, é denunciada por uma “cartilha” impressa em quatro línguas – português, inglês, francês e espanhol – que o PT vai distribuir a personalidades e órgãos de comunicação no exterior. Para compensar o fato de, segundo alegam, Lula estar sendo difamado no Brasil, os petistas decidiram ampliar a campanha de difamação do Brasil no exterior, apresentando seu líder máximo como vítima de toda sorte de violência por parte das autoridades policiais e judiciais que, no cumprimento de suas responsabilidades constitucionais, estão há mais de dois anos expondo as entranhas do maior esquema de corrupção da história do País, armado por Lula e seus asseclas. O chefão petista, que já apelou ao comitê de Direitos Humanos da ONU contra o juiz Sergio Moro, demonstra estar cada vez mais atemorizado com a possibilidade de fazer companhia aos ex-dirigentes do PT – até agora, dois ex-presidentes e três ex-tesoureiros do partido.

No mesmo dia em que o PT anunciou o lançamento da publicação A caçada judicial ao ex-presidente Lula – que reproduz material divulgado pelo site do Instituto Lula, no dia 20 de julho –, o empresário José Carlos Bumlai, réu condenado da Lava Jato, colocou mais um cravo na coroa de espinhos do amigo do peito ao declarar, em depoimento à Polícia Federal em São Paulo, que recebeu da ex-primeira-dama Marisa Letícia da Silva, em fins de 2010 – último ano do segundo mandato presidencial de Lula –, insistente pedido para que ajudasse a acelerar as obras então em andamento no famoso sítio de Atibaia, que os Da Silva negam de pés juntos ser de sua propriedade, mas que passaram a frequentar regularmente a partir de 2011.

É difícil saber o que é mais cínica, se a campanha que o PT tem promovido no exterior para difamar as instituições brasileiras depois que se viu desmoralizado no próprio País ou se a tentativa de Lula de garantir que não existe no Brasil ninguém mais honesto do que ele próprio. O fato é que denegrir a imagem do País na tentativa de criar a pressão externa para beneficiar os interesses políticos do lulopetismo e promover a imunidade criminal de seus líderes é um comportamento sórdido e irresponsável. Mas era o que se podia esperar dos inspiradores e autores materiais do mensalão, do petrolão e de outros delitos.

Durante os anos em que seu governo surfava na onda de prosperidade internacional e dispunha de recursos para propagandear índices econômico-sociais positivos e fazer marketing político no exterior, Lula acabou granjeando, principalmente nos círculos da esquerda terceiro-mundista e bolivariano, algum prestígio. Isso explica as manifestações de apoio ao lulopetismo por parte de quem acompanha a crise brasileira a distância e tende a, por afinidade ideológica, considerar com indulgência as tropelias de Lula & Cia.

Com a causa perdida, o PT não se peja de tentar vender no exterior a falácia de que Lula é vítima de agentes do Estado brasileiro que tentam usar as instituições para atingi-lo: “Agentes partidarizados do Estado, no Ministério Público, na Polícia Federal e no Poder Judiciário, mobilizam-se com objetivo de encontrar um crime – qualquer um – para acusar Lula e levá-lo aos tribunais”. Ou seja, a Operação Lava Jato, que conquistou o apoio e a admiração dos brasileiros pela importância da colaboração que está dando para o saneamento da vida pública, para o PT não passa de uma conspiração para impedir a volta de Lula ao poder. Enquanto a operação atingia apenas dirigentes do partido de segundo plano, os petistas se permitiam encenar manifestações de apoio ao combate à corrupção.

Agora, porém, a Lava Jato virou conspiração. Com o apoio do STF, está definitivamente nos calcanhares do ex-presidente, o que significa a possibilidade de ferir de morte o PT com a cassação dos direitos políticos de seu maior líder e símbolo. Risco que passa a ser real quando até os amigos do peito de Lula resolvem contar a verdade.