terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estado gigantesco e ineficiente, bandidagem no poder.

O gigantesco Estado brasileiro só é eficiente na arrecadação de impostos. Quanto à segurança pública, é um desastre, assim como na saúde e na educação. Se nem das áreas que lhe incumbem o monstro dá conta, é de se perguntar: Estado para quê?. Editorial do Estadão tenta ver o que há "Por trás dos massacres":


O que está por trás dos massacres nas prisões do Amazonas e de Roraima – que chocaram o País e podem se repetir em outros Estados – é algo ainda mais ameaçador do que se poderia imaginar, como mostra reportagem do Estado publicada no domingo. Ele está expresso tanto nos altos níveis de organização e planejamento dos grupos criminosos que controlam de fato as penitenciárias como na luta que os maiores deles travam pelo predomínio no sistema e, fora dele, pelo controle do tráfico de drogas. Em outras palavras, os presídios, que deveriam ser território sob a guarda e cuidados exclusivos do Estado – até porque é para lá que são mandados aqueles que atentam contra a segurança dos cidadãos –, tornaram-se feudos dos bandidos. As autoridades carcerárias, que lá deveriam manter a ordem e a disciplina, são hoje subordinadas, voluntariamente ou não, àqueles que fazem o favor de se intitular presos. São os bandidos que mandam e as autoridades, querendo ou não, que obedecem.

De acordo com autoridades policiais e do Ministério Público que investigam o crime organizado, são 27 os grupos que agem nas prisões. Os dois principais protagonistas dessa “guerra” – o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o maior deles, e o Comando Vermelho (CV), do Rio, que vem logo em seguida – buscam se aliar com os outros 25. Entre estes, começa a se destacar a Família do Norte (FDN), que se aliou ao CV e com ele promoveu o massacre de integrantes do PCC no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, no dia 1.º. Logo seguido, como vingança do PCC, pelo da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima.

O que está em jogo é o controle do tráfico de drogas e armas nas fronteiras com Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. Um negócio milionário, que explica a ferocidade da disputa. O assassinato pelo PCC de um importante traficante que atuava na fronteira com o Paraguai, em junho do ano passado, reforçou sua posição naquela área e provocou a ruptura com o CV, até então seu aliado, e iniciou a disputa entre os dois grupos.

Hoje o grande objetivo dos dois é o controle do tráfico na região amazônica, vizinha dos três maiores produtores de cocaína do mundo: Colômbia, Peru e Bolívia. Além da droga, a Colômbia teria se transformado também, junto com o Paraguai, em outra importante entrada de armas, vendidas por dissidentes das Farc que acabam de assinar acordo de paz com o governo de Bogotá. E nesse ponto a posição dos bandidos ligados à FDN, forte na região e aliada do CV, é decisiva na luta contra o PCC.

O sistema penitenciário continua decisivo para todos esses grupos, porque é a sua principal base de comando e planejamento – que lhes permite agir sob a proteção do Estado, ou como se o Estado fossem –, e cujo domínio é facilitado pelas condições degradantes em que vive a massa dos presos. Mas o grosso de seus negócios há muito está fora dele. Na mais lucrativa atividade criminosa, que é o tráfico de drogas, que para continuar prosperando exige a facilidade de passagem por aquelas fronteiras. Esse ponto precisa estar sempre presente para se entender a natureza e a magnitude do problema com que o País está às voltas.

Esses grupos criminosos surgiram, organizaram-se, agigantaram-se, multiplicaram-se e mudaram seu ramo de “negócios” – a ponto de se tornarem uma ameaça de altíssimo grau à segurança pública – sob as barbas das autoridades, dentro de espaços sob a responsabilidade delas. Como foi possível ninguém ter visto nada, ao longo de décadas? Ou ter fechado os olhos?

Nossos cartéis de drogas estão aí, traficando em escala cada vez maior e, no momento, travando uma cruel disputa que envolve, em combinações diversas, 27 grupos. Uma guerra de ferocidade típica do que se sabe da ação do tráfico em outros países, e na qual esse grupos desafiam abertamente o Estado, e zombam dele. A análise que faz a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, é precisa. Nos massacres, diz ela, os presos agem abertamente, sem temor: “Eles matam e filmam como se ninguém, nenhuma autoridade estivesse ali. Eles mostram para a sociedade que não têm medo de retaliações”. Essa falta de temor mínimo do Estado é altamente preocupante.

Um desafio que não pode ficar sem resposta. E não uma resposta qualquer, para inglês ver. Mas uma forte o suficiente – e articulada pelos Três Poderes, em todos os seus níveis – para começar a repor as coisas em seus devidos lugares. E o mais rápido possível.

7 comentários:

O MESMOde SEMPRE disse...


O banditismo é fundamental para que o PODER coletor de impostos se justificque sob a égide de "DEFENDER O POVO". Sim, no FEUDALISMO os senhores feudais inicialmente não eram proprietários dos FEUDOS, mas apenas "PROTETORES dos SERVOS". Se justificavam oferecendo "proteção", para escravizar.

Imagine-se que a pressão moral e o justo revide tornassem os indivíduos respeitosos, honestos, amigáveis, cooperativos, esforçados em trocar benefícios e sempre visando o comportamento JUSTO. Imaginem se em tal lugar haveriam DONOS do PODER. Não, NÃO HAVERIAM. Pois todos se uniriam e não permitiriam que alguns crápulas formassem uma organização nociva para explorar populações.

Impedir essa UNIÃO dos SERVOS para reagir aos pretensos SENHORES é o objetivo das ideologias. Daí o incentivo à COBIÇA, INVEJA e à FRUSTRAÇÃO através da FOFOCA (política) que leva à inimizade e ao ódio. Assim a política DIVIDE os SERVOS (pagadores de impostos) para que jamais se unam em reação contra seus algozes.

Como recomendado por SUN TZU em sua "Arte da guerra":

DIVIDIR para DOMINAR.

A guerra, como bem definiu Clausewitz, é um meio de fazer com que os outros façam o que desejamos. Ou seja, a guerra é o USO da FORÇA, mas SUN TZU percebeu que a guerra ideal é aquela onde não enfrentamos o inimigo francamente e assim minoramos as baixas em nossa tropa. Desta forma a querra ideal é uma ARTE e esta arte consiste em ENFRAQUECER, DESORGANIZAR, ENGANAR e fazer o inimigo lutar entre si. Vai daí que a guerra encontrou sua arte na política e A POLÍTICA É A CONTINUAÇÃO DA GUERRA POR OUTROS MEIOS, invertendo-se o que disse Clausewitz sobre a guerra ser a continuação da política.

Se o Estado não fomentasse a DISCÓRDIA DENTRE A POPULAÇÃO esta se uniria contra a SERVIDÃO que o Estado impõe aos pagadores de impostos.
A existência de bandidos, canalhas, corruptos, trambiqueiros, assassinos, facínoras e criminosos em geral é a melhor justificativa para a existência do PODER ESTATAL. Assim justifica sua força policial que, como FEITORES ou JAGUNÇOS, mais servem para exigir OBEDIÊNCIA e IMPOSTOS da população do que para banir o banditismo.

O objetivo da política é FOMENTAR a COBIÇA, A INVEJA, e a FRUSTRAÇÃO para insuflar o ÓDIO dentre os pagadores de impostos, para que jamais se unam contra o Estado (organização criminosa).

A propaganda tenta frustrar pobres e negros afirmando que só negros e pobres são presos. Assim tentam levar estes a se frustrarem e odiarem os brancos sob a idéia de que os malvados brancos ricos prendem só pretos e pobres por mera discriminação, por odia-los: INVENTAR INIMIGOS PARA CONQUISTAR AMIGOS.

Dizem que os homens são opressores das mulheres e assim o Estado pretende conquistar o apoio feminino.

Usam ESTATISTICAS como prova de suas afirmações safadas.
Porém, estas estatísticas que os respaldam para afirmar que os brancos e ricos discriminam os pobres e negros, pois estes seriam a maioria dos encarcerados, não são usadas pra o fomentado antagonismo de mulher e homem, embora a ESMAGADORA MAIORIA de ENCARCERADOS SEJA DE HOMENS. Elas desmoralizariam a idéia do "homem opressor discricionário".

Ou seja a canalhice política SEMPRE quer fomentar a frustração onde um lado é oprimido e o outro opressor e então ESCOLHE apenas estatisticas convenientes a seu objetivo, embora estatisticas nada digam sobre coisa alguma além do fato em si que apresentam.

Enfim o Estado ou governos, em todas as épocas, se tratou de BANDITISMO IDEOLÓGICAMENTE ORGANIZADO para EXPLORAÇÃO de populações, seja pela guerra contra outros governos ou contra o PRÓPRIO POVO:
Há os que vivem do TRABALHO e há os que vivem do PODER.

O MESMOde SEMPRE disse...

Há que se dar atenção ao fato do Poder ser um meio de vida e o PODER LEGAL o meio ideal dos piores bandidos. Pois assim se furtam a qualquer reação das vítimas que aceitam o jugo acreditando estarem fazendo a coisa certa. É a SERVIDÃO VOLUNTÁRIA, tão bem descrita por Étienne de La Boétie e seu "Discurso da Servidão Voluntária". Este é o objetivo das ideologias que prometem "um mundo maravilhoso" para um futuro sem data e incerto. Ou seja, OS FINS PROMETIDOS justificam todos os MEIOS em seu nome preconizados. É assim que o PODER se sustenta, através de ideologias que exigem obediência à hierarquia de cobradores de impostos.

O MESMOde SEMPRE disse...

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Houve épocas em que PAGÉS, MORUBIXABAS, FEITICEIROS e SACERDOTES apoiavam os caciques, faraós e reis como governantes íntimos dos deuses e por eles respaldados.

O rebanho popular esfolado por impostos e confiscos, além de forçados à obediência aos arbítrios e perversidades dos governantes (recebedores de impostos), acreditava que tais soberanos seriam de alguma forma benéficos ou pelo menos conteriam a ira dos poderosos deuses contra o rebanho popular. Assim OBEDECIAM SERVILMENTE aos SOBERANOS que nem só pelo mêdo dos deuses se impunham, mas sobretudo por tropas hierarquisadas que usufruiam de parte dos impostos extorquidos dos povos que viviam do trabalho.

Pagés e morubixabas, bem como solitários sacerdotes, foram SUBSTITUIDOS POR ORGANIZAÇÕES ou INSTITUIÇÕES IDEOLÓGICAS. Assim surgiu o que veio a se chamar IGREJA e RELIGIÃO.

A religião acabou por parir uma instituição gestora da ideologia e com maior Poder para FORMAR OPINIÃO. Seus integrantes se fizeram autônomos na pregação ou DOUTRINAÇÃO das massas exploradas por impostos.

Assim uma ORGANIZAÇÃO FORMADORA de OPINIÃO (DOUTRINADORA) através da REPETIÇÃO INSISTENTE de AFIRMAÇÕES IDEOLÓGICAS se tornou fundamental como SUPORTE ao PODER MODERNO.
Reis e toda sorte de soberanos passaram a se valer das pregações de uma instituição voltada para fazer POLÍTICA através da IDEOLOGIA, lavando cérebros com a repetição insistente SEM CONTESTAÇÃO, fazendo-se assim como se verdades fossem, posto que ninguém ousava gritar que "O REI ESTA NU" devido o mêdo dos soldados como ameaça de castigos terríveis.

O mundo persiste evoluindo e a "IMPRENSA" escrita e falada ou, mais propriamente a MÍDIA oficial, tornou-se a NOVA IGREJA do mundo contemporâneo.

Atualmente é a MIDIA que faz o papel de INSTITUIÇÃO IDEOLÓGICA de SUPORTE ao PODER ESTATAL.
Já nem mesmo há um REI e uma pequena curriola de salafrários a usufruir dos impostos, pois até mesmo a figura do REI foi esvaziada como a do SACERDOTE e SUBSTITUIDA por uma INSTITUIÇÃO pretensamente IMORTAL.

Se Hobbes tentou justificar o Poder arbitrário do príncipe como meio de evitar a guerra de todos contra todos, Rousseau foi mais brilhante e diante da noção do Direito concluiu que "O FORTE NÃO PODERÁ SER SEMPRE O MAIS FORTE SE NÃO FIZER DE SUA FORÇA UM DIREITO E DA OBEDIÊNCIA UM DEVER".

Assim o Forte poderá ser sempre o mais forte e o príncipe poderá ser sempre o príncipe se tais não forem MEROS PERSONAGENS, MAS INSTITUIÇÕES de possível PERENIDADE.

IDEOLOGIA = Pretenso estudo ou conjunto, na pratica um amontoado, de IDÉIAS que se JUSTIFICAM como MEIO para se atingir um OBJETIVO SUPREMO ou FIM REDENTOR em FUTURO sem data e INCERTO.

Ideologias se fundamentam nos FINS que PROMETEM para futuro sem data e incerto. Desta forma, ideológica, os FINS JUSTIFICAM TODOS OS MEIOS EM SEU NOME PROPOSTOS. A tudo redimindo sob a ÉGIDE de se alcançar um OBJETIVO COMPENSADOR e POR TAL REDENTOR de toda e qualquer atrocidade cometida para atingir tal NIRVANA QUALQUER.

Anônimo disse...

É muito simples de resolver,basta extraditar para os USA ,todos os chefes de
tráfico.

Anônimo disse...

Artur Nogueira diz:

Dizer o que no país da impunidade. Dizer o que no país sem Ordem e sem lei. Num país onde o cartel de drogas- parte do crime organizado, alicia jovens, adultos, coopta autoridades e agentes públicos, os quais em nome de dinheiro e poder, sacrificam a própria vida? dizer o que?? Num país sem controle de fiscalização na maior parte de suas regioes fronteiriças. E o mais grave em termos de saúde pública: o Brasil é um dos maiores CONSUMIDORES de cocaína e pasta de cocaína (crack) , além de outras drogas ilícitas.
Sem medo de cometer equívoco: hoje em dia, seja qualquer tipo de crime, qualquer delito, a maioria está ligada ao tráfico de drogas. Sem contar outras consequências como dependência química e doenças co-relacionadas.

Joe Cool disse...

Eu estou me lixando para massacres ocorridos em presídios. São gangues rivais de organizações poderosíssimas de narcotraficantes: FARC, PCC, CV se digladiando pelo controle do tráfico de drogas no presídio e na região. Nada de valor é perdido e fracamente é bem para a sociedade. Os massacres diários cometidos nas ruas onde 50 mil são mortos todo ano por coisas banais como celular, carro e até um par de tênis chocam mais e não tem esta comoção da imprensa de do governo.

Paulo disse...

Quem merece mais respeito nesta pocilga? O bandido vagabundo ou o torcedor de futebol idiota?